terça-feira, 31 de julho de 2012

Festas de Verão em S. Martinho da Cortiça

Estão aí à porta as festas de verão por toda a região da Beira-Serra.
Também em S. Martinho da Cortiça, desde a Ponte da Mucela à Urgueira, desde as Fronhas até ao Cavaleiro, pelos quatros cantos da nossa freguesia, as Famílias reúnem-se no adro da sua capela, agradecem em procissão mais um ano passado, comem as fogaças na casa cheia de amigos e familiares e folgam nos bailes pela noite dentro, dançando, bebendo do bom vinho, partilhando pão, chouriço e azeitonas...

quinta-feira, 19 de julho de 2012

IV Edição das Noites do Adro

"Decorreu no passado sábado, 14 de Julho, a IV Edição das Noites do Adro, no Adro da Igreja Paroquial de S. Martinho da Cortiça numa organização da Tuna de S. Martinho da Cortiça do Projecto Radical – Associação Juvenil, em parceria com a Junta de Freguesia de S. Martinho da Cortiça e com a Câmara Municipal de Arganil.

Esta edição teve como protagonistas, para além do grupo anfitrião (Tuna), o Grupo de Melodias e Tradições da Beira-Serra de Vila Pouca da Beira (OHP) e a Tuna de Cantares de Coja.

Mesmo com uma noite um pouco fria para esta altura do ano, registamos com agrado a presença do público que veio acarinhar a sua Tuna e deslumbrar-se com os grupos convidados.

Antes das actuações os grupos puderam disfrutar de um jantar oferecido pela Junta de Freguesia e conviver em redor da mesa.

A PR-AJ agradece à Junta de Freguesia de S. Martinho da Cortiça e à Câmara Municipal de Arganil, todo o apoio que nos têm prestado, ao Grupo Desportivo e Cultural de S. Martinho da Cortiça e Casa do Povo de S. Martinho da Cortiça quem nos têm disponibilizado as suas carrinhas para as várias saídas da Tuna, ao sr. Avelino Figueiredo por disponibilizar o seu equipamento de som, ao sr. Luís Gouveia pois disponibilizou a electricidade da Igreja Paroquial para que fosse possível a realização destas Noites do Adro e por fim à Regina Pinto que tratou das lembranças para os Grupos e entidades.

A eles todos um muito bem-haja.
  
Da esquerda para a direita: Ricardo Pereira, Rui Franco, Isilda (Grupo Melodias), vereador Luís Paulo Costa e João (Tuna Cantares de Coja).

Grupo de Melodias e Tradições da Beira-Serra.  
    
Tuna Cantares de Coja.
  
Por fim, quero deixar uma palavra de apreço aos meus “Tunos” pelas quadras e que continuem em cima do palco com alegria a dar o seu melhor e a levar bem longe o nome da Tuna de S. Martinho da Cortiça.

O Presidente da Projecto Radical – AJ,
Ricardo Pereira"

domingo, 8 de julho de 2012

Noites do Adro em S. Martinho da Cortiça a 14 Julho

Vai decorrer durante o próximo dia 14 de Julho, Sábado`pelas 21:30, a 4ª edição das Noites do Adro na Igreja de S. Martinho da Cortiça. Além da tuna anfitriã, contará com a Tuna de Cantares de Coje e com o Grupo de Melodias e Tradições da Beira Serra.
Organização da Projecto Radical - Associação Juvenil.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

1º Passeio Turístico em Maladão a 17 Junho

Decorreu no passado domingo, 17 Junho, o 1º Passeio Turístico de carros antigos, motos e motorizadas.
Após concentração na sede da Comissão de Melhoramentos do Maladão e respectivo pequeno almoço, o cortejo rumou em passeio à Urgueira, Pombeiras, Catraia dos Poços, Poços, S. Martinho da Cortiça, Sobreira e Mucelão. Aqui, na Casa da Carvalha, após visita às caves, foi fornecido o reforço da manhã, que incluiu prova do vinho da casa da Carvalha, colheita 2003, no magnifico pátio da Casa.
O passeio continuou pela Ponte da Mucela, subindo a Serra de S. Pedro Dias, com passagem por Pombeiro da Beira, onde foi visitado o respectivo Museu de Arte Sacra da Igreja Matriz.

O almoço foi servido em Maladão, na sede da Comissão, onde se foram trocando ideias, dicas e habilidades respeitantes às máquinas antigas em passeio.

O passeio foi sendo documentado em reportagem fotográfica publicada no álbum do Facebook "1º passeio turístico" da Comissão de Melhoramentos de Maladão.
Parabéns à organização!

sábado, 19 de maio de 2012

Memórias Africanas com dr. António Dias da Cunha

Grande entrevista (www.recordarangola.com/audio/M.Africanas_05.05.12.mp3) com o nosso conterrâneo de S. Martinho da Cortiça na Rádio Sim (grupo Renascença), António Dias da Cunha, que além de ter nascido na Beira em Moçambique em 1933, andou dois anos na Escola Primária da Portelinha em S. Martinho da Cortiça.
Conta algumas partes de vida de seu pai e seu avô paterno. O avô paterno, quando vinha de férias de Moçambique, juntava-se aos caçadores e pescadores da Ponte da Mucela e Moura Morta, que vinham de férias do Brasil. Apaixonou-se pelo Sporting com 5 anos de idade e por causa de um vizinho ciclista. Mais tarde, viria a ser o seu presidente. O seu Pai foi fundador do grupo Entreposto.
Hoje, António  Dias da Cunha passa os seus dias por entre Portugal e Moçambique onde ainda tem negócio.
É um Grande Amigo de S. Martinho da Cortiça onde a sua Família sempre ajudou em diversas obras de benemerência.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Dia da espiga (ou das merendas)

O Dia da Espiga ou Quinta-feira da espiga é celebrado no dia da Quinta-feira da Ascensão com um passeio, em que se colhe espigas de vários cereais, flores campestres e raminhos de oliveira para formar um ramo, a que se chama de espiga e se come uma bela merenda.

Acredita-se que este costume, que surge mais no centro e sul de Portugal, nasceu de um antigo ritual cristão, que era uma bênção aos primeiros frutos, talvez de antigas tradições pagãs associadas às festas da deusa Flora que aconteciam por esta altura e às quais se mantém ligada à tradição dos Maios e das Maias.

O dia da espiga era também o "dia da hora" e considerado "o dia mais santo do ano", um dia em que não se devia trabalhar. Era chamado o dia da hora porque havia uma hora, o meio-dia, em que em que tudo parava, "as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e as folhas se cruzam". Era nessa hora que se colhiam as plantas para fazer o ramo da espiga e também se colhiam as ervas medicinais.
Segundo a tradição o ramo deve ser colocado por detrás da porta de entrada, e só deve ser substituído por um novo no dia da espiga do ano seguinte. Em dias de trovoadas queimava-se um pouco da espiga no fogo da lareira para afastar os raios.

Na freguesia de S. Martinho da Cortiça, está registado em meados do séc. XVIII ia a cruz da Igreja Matriz em procissão no primeiro dia das rogações à capela de Mucelão, no segundo à de Sail e no terceiro à capela da Sanguinheda, onde também ia a cruz da anexa igreja da Carapinha.
Há uns quarenta anos atrás a mesma procissão ainda se fazia. Chamavam-lhe a procissão das ladainhas, onde a cruz da igreja ia na antevéspera, véspera e dia de Quinta-feira da Ascensão às mesmas capelas de Sanguinheda, Sail e Mucelão e as pessoas iam pedindo nas suas orações a bênção dos campos.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

XVIII Campeonato Mundial de Pesca à Pluma no Mondego, Alva e Ceira, 13-20 Maio

Vai decorrer entre os próximos dias 13 e 20 de Maio o 18th FIPS - Mouche - Campeonato Europeu de Pesca à Pluma em Portugal, especificamente nos rios Mondego, Alva e Ceira.

No rio Alva, os locais frequentados serão Ponte de Mucela, Vimieiro, Miro. A cerimónia de entrega dos prémios está prevista para sábado (16h30) na Lousã.

O evento é apoiado pelas Câmaras Municipais de Arganil, Góis, Lousã, Penacova e Poiares.

sábado, 12 de maio de 2012

X Feira de Sopas e Doces, a 20 de Maio 2012


No próximo dia 20 de Maio (Domingo)  vai decorrer em S.Martinho da Cortiça a X edição da Feira de Sopas e Doces organizada pela Associação “Projecto Radical.
 
Juntam-se as colectividades da Freguesia (Cortiça, Fronhas, Pombeiras, Sobreira, Urgueira, Sail e este ano estreia-se também a Comissão de Iniciativas e Progresso da Sanguinheda, ficando cada uma delas com a responsabilidade pela confecção de uma sopa diferente, e todos os doces.

O evento decorrerá  entre as 12:00 e as 22:30.

Actuarão também a “Tuna de S. Martinho”, “Rancho Juvenil da Casa do Povo de Arganil”, “Grupo de Concertinas Sons da Serra” e ainda animação a cargo do “Grupo de dança «As Pimpolhas»".

domingo, 6 de maio de 2012

Turismo rural no Vale da Ovelha - Carapinha

A família Paravano, originária da África do Sul, acabou por descobrir um cantinho embrenhado nas nossas Serras: o Vale da Ovelha. Aos poucos, foram recuperando uma casa onde recebem hóspedes que queiram vir conhecer mais uma aldeia perdida da Beira Serra.

O apartamento possui um grande salão e existe uma cozinha totalmente equipada. O quarto é uma suite com uma sala de banho.
Tem uma sala extra que acomoda 2 pessoas e está disponível mediante solicitação.
A sala tem sua própria entrada e é totalmente privado.

A reserva está disponível no site EscapeLets.com.

A aldeia de Vale de Ovelha está situado nas colinas a nordeste de Coimbra, e muito perto das vila de Arganil e Tábua. A extensa albufeira da Barragem da Aguieira está muito perto.
A localização é bastante tranquila e as vistas belíssimas e é ideal para passeios de bicicleta, caminhadas e oferece oportunidades para pesca, natação, bem como eco-turismo.







Ingo Paravano descreve assim a sua aldeia:

"Vale de Ovelha. A aldeia deve seu nome ao grande número de ovelhas frequentemente trazidas para o vale para pastar na vegetação luxuriante e flores silvestres. Desde tempos antigos que grande parte da região era coberta por floresta nativa.
A aldeia original foi estabelecida em torno do início século XVI; o sino da capela tem a data de fundição de 1743.
A aldeia pitoresca é situada na encosta de um das colinas circunvizinhas, de onde se avista um círculo de beleza serena.
A aldeia é um exemplo típico de agricultura de subsistência, numa região onde se encontram todos os meios necessários. Os materiais de construção para as casas e anexos são a pedra local. Características desta aldeia são as suas eiras, usadas ​​para a secagem e debulha de milho. Como é típico desse tipo de aldeias, a terra de cada pequena fazenda foi cuidadosamente emparedada em forma de terraços.
Na aldeia pode ser comprado azeite fino de qualidade e mel de flor silvestre produzido localmente."





"Quanto maior a altitude a região montanhosa é dominada por um coberto vegetal Maquis e Garrigue.
No vale, o tipo de vegetação torna-se em floresta Estacional Decidual de Maquis nas áreas mais expostas.
Ocorre geada nos meses de inverno e as espécies vegetais presentes na região são bem adaptadas ao frio.
Várias espécies de orquídeas raras são observadas aqui em Primavera.
Espécies raramente vistas de aves ocorrem por todo o vale, incluindo águias. Várias outras espécies de ave de rapina são residentes em toda a região, incluindo quatro espécies de coruja, bem como várias espécies do falcão.
Espécies de mamíferos localizam-se generalizadamente. O lince ibérico ocorre na região. Texugos, raposas, gatos selvagens genetas e lontras ocorrem na região, bem como javali.
Um número grande e diversificado de espécies de plantas são abundantes no vale e nas colinas circundantes. Uma pequena população de Narciso bulbicodicum, ocorre generalizada. Pelo menos três espécies de Lavandula, incluindo Lavandula Stoechas ocorrem na região. Três espécies de Cistus incluindo as flores rosa Cistus crispus ocorrem na região.
Pelos meses de Verão muitas espécies raras de borboleta acontecem ao longo das regiões mais altas."



quinta-feira, 3 de maio de 2012

X Convívio Motard G.M. "Asas da Liberdade"

Vai decorrer no próximo dia 12 e 13 de Maio de 2012 o X convívio motard do Grupo Motard "Asas da Liberdade" no pavilhão gimno-desportivo de S. Martinho da Cortiça.

As actividades serão variadas e o melhor mesmo é não faltar!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Ser padre um mundo operário

"Em 7 de Outubro de 1954 entrei para o Seminário Menor da Figueira da Foz, ainda não tinha feito os 11 anos. Recordo-me que encontrei um ambiente rigoroso e exigente. Talvez pelo meu temperamento, fui um aluno discreto. Em Outubro de 1959 passei para o Seminário Maior de Coimbra. Aí tive as primeiras dúvidas. Começou o meu interesse pela política, com o caso do Bispo do Porto e o início da guerra colonial.

O Papa João XXIII convocou o Concílio Vaticano II no dia 25 de Dezembro de 1961, cuja solene abertura teve lugar em 11 de Outubro de 1962.

Para quem, como eu, que já punha algumas questões sobre se valia a pena ser padre, o Concílio que durou até 8 de Dezembro de 1965, foi uma lufada de ar fresco. De repente éramos livres de sonhar. Tudo era possível e o Mundo, que na nossa formação até aí era a fonte de todos os males, passou a ser a “seara” para onde o Senhor da messe nos enviava.

Diz a Gaudium et Spes: “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração”. Assim ganhou novo sentido a minha decisão de ser padre. As aulas eram lugares de descoberta de novos horizontes. Eram muito participadas e nelas começámos a contestar fortemente o ensino tradicionalista: condenatório do mundo, com a sua espiritualidade intimista, em que Maria ocupava o lugar de Jesus. O Concílio veio dar força aos que no Seminário começavam a contestar o regime político. Nisso fomos influenciados pela Revolta Estudantil de 1962.

Começámos, então, a exigir que, antes da ordenação, fizéssemos um Estágio Pastoral para entrarmos no Mundo que nós chamávamos e era o lugar do Reino. Em Junho de 1967 ia terminar o Seminário, mas na Primavera desse ano dá-se um acontecimento que mudou a minha vida. O P. Joseph Bouchaud, Superior Geral dos Filhos da Caridade fez uma conferência no Seminário. Deu-se o “milagre das línguas”. Sabia muito pouco francês, mas entendi tudo. Decidi fazer o meu estágio em França para conhecer o caminho da emigração dos portugueses, fugidos à fome e à guerra, e viver essa experiência em equipa. Foi fácil convencer o Reitor do Seminário que nos ajudou a conseguir a autorização do D. Ernesto, ao tempo Bispo de Coimbra.

Assim a 5 de Outubro de 1967, com dois companheiros do Seminário de Coimbra e um da Guarda, parti para França. Depois de três dias para nos mostrarem Paris fomos à Polícia para tratar do visto de estadia. Foi o primeiro choque. Estava frio e, quando chegámos pelas 6 da manhã, encontrámos uma multidão de várias centenas de emigrantes portugueses. A partir das 8h, começaram a entrar, 100 de cada vez, para um pátio interior. Só depois é que se entrava no edifício, um antiga cavalariça da Polícia. A esmagadora maioria deles vinha do mundo rural e não sabia ler, nem escrever. Para chegarem a França tinham pago, em média, 15 contos. O salário, na região da Beira, era na altura 20$00 por dia.

Depois, foi um mês à procura de trabalho. Gastei as solas dos sapatos de tanto andar a pé. Encontrei emprego numa metalomecânica, na secção de reparação de rolos de máquinas de escrever. Os primeiros tempos foram muito duros. Saía de casa às 5h da manhã e tinha a sensação de que a minha vida, além da 9h de trabalho, era ir e vir da fábrica. Porque o local era barulhento, passava o dia a pensar e a rezar. Descobri assim a condição operária e a sua dureza. Afinal o homem não trabalhava “ para colaborar com Deus na obra da Criação”, mas fazia-o, com o suor do rosto, e era, muitas vezes, explorado e oprimido.

Passados alguns meses, estava eu a encher de lenha a salamandra que aquecia a oficina e de repente pensei: ”a minha vocação é anunciar o Evangelho de Jesus aos trabalhadores, assumindo a condição operária”. Porque percebi que “anunciar a Boa Nova aos pobres” passava por tornar Jesus presente entre esta gente tão explorada e oprimida. Não foi uma decisão ideológica. Foi antes uma consequência da minha fé em Jesus Cristo e na sua afirmação de que “ o sinal de que o Reino de Deus avança é que os pobres são evangelizados”. Tive a felicidade de viver os acontecimentos de Maio de 68, que não foi apenas a Revolta Estudantil, com as suas utopias, mas a paralisação da França com milhões de trabalhadores em greve.

Regressei a Portugal para ser ordenado sacerdote em Setembro de 1968 e por cá permaneci um ano. Regressei a França em 1969 acabando por entrar na Congregação dos Filhos da Caridade para ser Padre Operário. Para quem não saiba, os Padres Operários aparecem em França logo depois da 2ª Guerra Mundial. Havia muitos padres franceses que tinham sido deportados para trabalhar nas fábricas alemãs durante a guerra. Aí descobrem a condição operária. Depois, com o apoio do Cardeal de Paris, muitos pedem para continuar a trabalhar. Assim nascem os Padres Operários. O Vaticano II acaba por confirmar o ministério sacerdotal dos Padre Operários, vivido na sua condição de trabalhadores. Diz o Presbiteryum ordinis nº 8: “Para cooperar na mesma obra, todos os presbíteros são enviados: os que exercem um ministério paroquial ou inter paroquial, como os que se consagram à ciência e ao ensino, como os que trabalham manualmente e partilham a condição operária. Todos visam a edificação do Corpo de Cristo”.

Em 1971 fiz um estágio de formação profissional na área da metalomecânica, como fresador mecânico. Trabalhei depois numa fábrica nos arredores de Paris nesta profissão. Regresso a Portugal nos finais de 1972 e com o Crespo e o Chico Marques formámos uma equipa de Padres Operários de Filhos da Caridade. Fomos viver para a Cova da Piedade. Foi fácil encontrar trabalho. Comecei na Sorefame - Amadora. na altura com mais de 3000 trabalhadores. Depois fui para a Standard Eléctrica em Cascais onde trabalhavam 3200 pessoas. Recebia um bom salário.

Integrei-me na JOC (Juventude Operária Católica), como assistente de uma equipa de base, e comecei de imediato a participar, também, na actividade sindical que nessa altura era semi-clandestina e na luta política dos que contestavam o Regime. Percebi que as coisas iam mudar. Mas temíamos, também, poder um dia sermos presos, até porque a nossa casa era lugar de encontro de activistas sindicais e políticos. Sabíamos que éramos vigiados pela PIDE.

O 25 de Abril apanha-me a trabalhar como fresador na Standard integrado na luta sindical, a partir da qual se conseguiu eleger um Direcção para o Sindicato dos Metalúrgicos de Lisboa. Dela fazia parte, entre outros, Jerónimo de Sousa. Nesse grupo de activistas havia duas tendências: uma defendia a subordinação da luta sindical à luta política e era afecta ao PCP, outra, mais defensora da autonomia sindical, defendia um sindicalismo de base. Naturalmente que me sentia mais próximo desta tendência.

Foram eles que me levaram para o MES ( Movimento de Esquerda Socialista), nos anos loucos do PREC, tempo em que todos os sonhos eram possíveis. Ainda hoje me pergunto como aguentei trabalhar 9 horas por dia e participar em reuniões quase diárias até às quatro da manhã, quando não fazia uma directa. Fiz parte da Direcção Política do MES, mas nunca deixei de trabalhar e recusei ser dirigente sindical. Foram momentos de grande fervor militante em que vinha ao de cima o que de melhor há na natureza humana: a fraternidade e a solidariedade.

A partir de 1978 deixei a actividade partidária e passei a ser apenas Assistente de Religioso de equipas de JOC e LOC. Em Janeiro de 1981 fui trabalhar para a Equimetal, no Barreiro, e passei a fazer parte da equipa de Filhos da Caridade do Lavradio. Além de padre operário, passei a fazer trabalho paroquial, celebrando a Eucaristia, baptizados e casamentos, que preparava, em reuniões, na casa dos pais ou dos noivos.

Passei por uma situação de trabalho muito dura. A certa altura a empresa deixou de pagar atempadamente os salários. Chegámos a ter sete meses em atraso. Vivi situações dramáticas, com colegas a morrerem de ataques cardíacos, a enlouquecer e a suicidarem-se. Empenhei-me na luta contra a fome e a miséria, enquanto membro da Comissão de Trabalhadores e Delegado Sindical. Por exemplo, ocupámos o Pão de Açúcar do Barreiro exigindo que nos fiassem comida como faziam as mercearias de bairro.

Acabei por ser despedido. É minha convicção de que o fui por causa da minha condição de padre operário. Fui trabalhar, depois de alguns meses de desemprego, como fresador para uma fábrica de Setúbal. Em Março de 1990 ingressei como Técnico de Formação de Fresagem e Torneamento no Centro de Formação de Setúbal do IEFP. Por essa altura, e com o dinheiro do Fundo Social Europeu, foram criados vários Centros de Formação Profissional, com equipamento de qualidade e formadores de comprovada experiência profissional a quem era ministrada uma formação pedagógica de seis meses. Havia programas e meios pedagógicos que, aplicados, permitiam ministrar formação de qualidade. Os formandos eram seleccionados com rigor, pois era necessário responder às necessidades do mercado de trabalho. Muitos dos meus formandos ingressaram, de imediato, na Autoeuropa e noutras conceituadas empresas de metalomecânica da região.

Mas a partir de 1998 tudo mudou. Os Centros de Formação passaram a ser um expediente para baixar o número de desempregados. Os principais critérios para a admissão dos formandos, eram que estivessem desempregados ou fossem enviados pelo Instituto de Reinserção Social. A maioria deles já era dependente de drogas ou de subsídios. Quer uns, quer outros, não tinham nenhum interesse pela formação e apenas alguns chegavam ao fim dos cursos.

Assim chego no fim de Janeiro de 2008 à situação de reformado. Tinham passado mais 40 anos desde que em Novembro de 1967 começara a trabalhar. Vivi a condição operária na sua dureza: durante a maior parte do tempo, passando 9h por dia, junto de uma máquina num ambiente barulhento e construindo peças com medidas muito rigorosas. Vivi com camaradas de trabalho que me aceitaram como um deles e de quem fiquei amigo. Encontrei grandes militantes pelas causas da justiça, que o faziam de forma empenhada e generosa. Sofri perante as injustiças e as perseguições tão frequentes nestes meios. Vivi uma militância cristã de presença, vivência hoje tão ignorada, quando não desprezada pelos sectores dominantes da Igreja. Aprendi a rezar durante o trabalho e a fazer as minhas reflexões espirituais ou sobre a condição operária ao barulho da minha fresadora ou do meu torno.

Desde 1992 sou Capelão do Hospital do Outão e, desde Outubro de 2008, Pároco do Faralhão e Praias do Sado, junto à Península da Mitrena, onde está situada a maior produção industrial do País por metro quadrado.

Passados 40 anos, muita coisa mudou: hoje há novas tecnologias e acabou a maioria das grandes empresas. Com os contractos a prazo, os recibos verdes e todas as formas precárias de trabalho, reduziu-se a força dos sindicatos. Hoje a maioria dos trabalhadores está completamente à mercê da sede de lucros dos patrões. O próprio Estado emprega milhares de trabalhadores precários pagos, muitos deles, a recibo verde. E de forma despudorada, há gestores públicos que se servem dos estágios profissionais de licenciados para ter mão-de-obra gratuita, a quem não pagam muitas vezes, nem o transporte, nem o subsídio de refeição. Por isso eu digo, pela experiência vivida, que a única alteração estrutural do mundo do trabalho por conta doutrem nestes quarenta anos, foi no sentido do aprofundamento da exploração do trabalho humano. E isto num país cuja Constituição afirma: “Todos os trabalhadores (…) têm direito: (…) b) À organização do trabalho em condições socialmente dignificantes, de forma a facultar a realização pessoal e a permitir a conciliação da actividade profissional com a vida familiar” (art. 59º/1-b) da Constituição da República Portuguesa).

O capitalismo controla hoje toda a actividade humana. Na sua forma actual, o capitalismo na sua versão financeira, agiota e predadora é um sistema totalitário, pois, apesar de se basear na livre iniciativa, assume-se como o único, não admitindo qualquer outro modelo. Deixou de haver lugar à Social Democracia ou até à Democracia Cristã, mais defensora da propriedade privada, mas vista sempre numa vertente social. É-o também, por outra ordem de razão. A Economia Liberal pretende responder a todas as questões do Homem. Para além da economia, ela pretende ter resposta para as diversas vertentes da vida humana: cultura, desporto, religião, sexualidade, lazer, etc.. Todas estas vertentes são hoje exploradas pelo sistema capitalista. Na Religião, não só produzindo um novo “deus”, o consumismo, como ainda fazendo de muitas seitas religiosa, o chamado “capitalismo religioso”. Assim explora de forma escandalosa o sentimento religioso, sobretudo dos mais pobres e mais desprotegidos.

Perante uma crise, que está a arrastar para a empobrecimento e para a fome milhares de portugueses, a Igreja não prega “a tempo e a fora dele” a Doutrina Social da Igreja. Seria bom lembrar aos políticos, e alguns até se dizem cristãos, que:

“ O homem é o autor, o centro e o fim de toda a vida económica e social” (Gaudium et Spes 63).

“ O primado do homem sobre as coisas na dupla prioridade: do homem sobre o trabalho (Laborem Exercens 6) e do trabalho sobre o capital (Gaudium et Spes 67 e Laborem Exercens12-13).

“O destino universal dos bens (Laborem Exercens18-19, Gaudium et Spes 69 e Centesimus annus 30ss). A justa remuneração do trabalho é o meio concreto de aplicação deste princípio (Laborem Exercens19).

A economia deve estar ao serviço da pessoa toda e de todas as pessoas (Gaudium et Spes 63). “É necessário e urgente educar os consumidores para o uso responsável do seu poder de escolha, a formação de um alto sentido de responsabilidade nos produtores e, sobretudo, nos profissionais de comunicação, além da necessária intervenção das autoridades públicas “. (Centesimus Annus 36).

Por tudo isto, penso que há uma questão teológica, que não sendo nova, é urgente aprofundar. Deus ama preferencialmente os pobres = “os órfãos e as viúvas, os fracos e os oprimidos, os cativos e os imigrantes, etc.), como aparece claro em muitos textos do Antigo e Novo Testamento. Também os Evangelhos, S. Paulo e outros textos do Novo Testamento dizem de uma forma muito clara: Jesus Cristo é o Único mediador entre Deus e os homens. Mas encontrar Jesus, e este encontro é um acto de fé, acontece no: “que tem fome, sede, está nu, preso ou doente”. A Fé Cristã pratica-se no encontro com Deus, na Pessoa de Jesus Cristo, presente nos pobres. Sem este encontro, o Cristianismo será apenas mais uma religião. E as religiões podem não libertar (salvar) os homens, mas antes atá-los a uma crença (religião vem do latim re-ligare). Abandonar o amor preferencial pelos mais pobres é desvirtuar o Evangelho de Jesus.

S. Vicente de Paulo, que tanto influenciou os Católicos Sociais no século XIX diz na sua carta 2546: “Devemos considerá-los (os pobres) antes de mais à luz da fé. O Filho de Deus quis ser pobre e ser representado pelos pobres. Cristo quis nascer pobre, chamar para a sua companhia discípulos pobres, … ao ponto de dizer que o bem ou o mal feito a eles o tomaria como feito a si mesmo… O serviço dos pobres deve ser preferido a todos os outros. Se durante o tempo de oração tiveres de levar ajuda a um pobre, ide tranquilamente. E não tenhais nenhum escrúpulo ou remorso. De facto não se trata de deixar a Deus, … servir um pobre é também servir a Deus”.

Perante a fome a miséria por que passa 1/3 da Humanidade e empobrecimento que atinge cada vez mais gente, nos ditos países ricos, num tempo em que se produzem alimentos suficientes para todos, a defesa dos pobres, dos que são vítimas da violência e da guerra, a defesa da Justiça Social, do primado do homem sobre as coisas, tem de fazer parte da “prática religiosa” , penso eu, do Papa, dos Bispos, dos sacerdotes e dos cristãos leigos. E isto, deve ser obrigatoriamente feito por uma questão de Fé e não, como dizem alguns, por uma questão ideológica.

Luís M. Martins Ferreira
Padre Operário
Capelão Hospitalar e Pároco"

Dados biográficos:
Luís Manuel Martins Ferreira, nasceu a 9 de Novembro de 1943, em S. Martinho da Cortiça – Arganil.
É filho de Maria Isaura Ferreira de Frias e António Martins Pinto.
Concluiu a Teologia na Seminário de Coimbra em 1967. Ordenado sacerdote em 1968. Foi Padre Operário até 31 de Janeiro de 2008. É Capelão do Hospital do Outão desde 1992 e Pároco do Faralhão e Praias do Sado desde Outubro de 2008.

sábado, 14 de abril de 2012

Cicloturismo e BTT na U.R.C. Urgueira a 29 de Abril

"Pois é pessoal, ai vem mais um cicloturismo organizado pela U.R.C. Urgueira... Mais um ano como os anteriores como todos já estão habituados, diversão, convívio, e claro a boa comidinha :)

PROGRAMA:
9:00h - Concentração e inscrições dos participantes junto à sede da U.R.C. Urgueira;
9:30h - Início do passeio;
11:00h - Reforço alimentar;
13:00h - Almoço.

Ps: Existe lembrança de participação"

O evento decorrerá no domingo, 29 de Abril de 2012 e as inscrições podem ser efectuada através dos telemóveis 966705902 ou 967029519.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Casa da Carvalha 2009, uma colheita fora-de-série

"Tivemos o privilégio de assistir ao engarrafamento de um vinho excepcional, o Casa da Carvalha 2009" - comentou-nos Patrick Dias da Cunha. "Estamos convencidos que este vinho vai causar um grande furor."

Parabéns à Casa da Carvalha e ao enólogo Rui Reguinga.

 A unidade de engarrafamento móvel estacionada na Casa da Carvalha.

Pormenor do processo de engarrafamento.
 
O Casa da Carvalha 2009 pronto para seguir para o mercado.

Estará disponível, como de costume, nos Supermercados El Corte Inglês ou na Casa da Carvalha.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

E saiu à rua em S. Martinho da Cortiça, o Carnaval!...

Foi um domingo muito animado, com dezenas de foliões desfilando pela Estrada da Beira, entre a Portelinha e os Pinheirais. Não faltaram os grupos de S. Martinho da Cortiça, Mucelão, Urgueira, Pombeiras, Sobreira, Sanguinheda, Poços, Cortiça, Fronhas..., acompanhados por incógnitos entrudeiros que se iam desfazendo em tropelias.
 Carro de abertura do cortejo carnavalesco de S. Martinho da Cortiça.
 A carripana de Mucelão de tracção às quatro (meias-solas!)...
 Lá trás, as lavadeiras da Urgueira fazendo a barrela.
 O repórter Acácio, em cobertura TDT para todo o País.
A Sobreira acompanhada com um magnífico corpo de baile.
 Foto-Fronhas, foto "à la minute" com direito a banho!
 A "mui antiga vila de Sanguinheda" com cozinha económica atrelada: que cheirinho!
 O Grupo dos Apanhados animaram continuamente o cortejo à moda antiga: parabéns!
 Mensagens de ânimo, para quem não "troikou" o Carnaval pela tolerância de ponto!
 Entrudeiros.
E não há festa sem música; desta vez no Pavilhão Gimnodesportivo.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Carnaval 2012?

No ano passado de 2011, foi assim o Carnaval no Concelho de Arganil. Tanto em Coja - considerado já o Carnaval do concelho de Arganil -, como em S. Martinho da Cortiça e em Pombeiro da Beira a afluência de turistas por todo o Concelho foi notável.

A Câmara Municipal de Arganil ainda pondera o óbvio: promover o turismo no seu Concelho através do Carnaval, ou alinhar no festim da austeridade.

Como será, então, este ano?
O Carnaval 2011 em Coja, com afluência de milhares de turistas.

Em S. Martinho da Cortiça o povo a receber os carros alegóricos do Carnaval 2011 que representavam as suas aldeias.
    
Carnaval 2011 em Pombeiro da Beira.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Janeiras 2012 pela Tuna de S. Martinho

Vão decorrer nos próximos três domingos o cantar das Janeiras pela Tuna de S. Martinho, percorrendo um pouco toda a Freguesia.

Votos de um feliz e próspero ano novo!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Um Santo e Feliz Natal!

"A árvore de Natal é um dos símbolos por excelência da festa de Natal. O pinheiro, ou o abeto, são árvores de folha perene, sempre verde, o que explica a sua escolha para simbolizar a vida.
A maior árvore de Natal da Europa, em Lisboa
 Já em 580, o bispo, Martim de Braga proíbe “o uso pagão das folhagens e de louro” que as pessoas usavam para enfeitar as casas nos finais de Dezembro. A árvore de Natal, um abeto, aparece pela primeira vez representada num quadro de Lucas Cranach, o Antigo, em 1500. A árvore de Natal das festas cristãs é a herdeira de tradições antiquíssimas, de festas romanas em que uma árvore era carregada de fitas, comida e figuras de madeira.

Muitas famílias não prescindem de montar um “presépio” (do latim estábulo). A lenda diz que o primeiro presépio de Natal foi feito por São Francisco de Assis em 1223, numa gruta de Greccio, em Itália.
Um presépio em cima de uma lareira
Mas na realidade a representação do nascimento de Jesus numa gruta de Belém é muito mais antiga. Desde o séc. IV que se encontram em Roma cenas da Natividade esculpidas em sarcófagos. Mas foram os frades franciscanos que espalharam pela Europa a tradição de fazer um presépio no Natal. No imaginário tradicional, o presépio é representado sob a forma de uma gruta ou caverna. Nada disto consta dos evangelhos, mas a Igreja aceitou, cristianizando-a, a gruta da divindade pagã Mitra, nascido numa caverna." in http://espan.edu.pt/biblioteca/historico/bau200203_lendas_natal.htm

Acima de tudo, desejo a todos um Santo e Feliz Natal!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Carlos Cunha e Rhonda Cunha - escritores de S. Martinho da Cortiça

Foi publicado por Carlos Cunha, natural das Fronhas e emigrado nos Estados Unidos da América, e por sua esposa, Rhonda Cunha, o livro acerca da cultura e costumes portugueses: Culture and Customs of Portugal (Santa Barbara, California: Greenwood, 2010).

"Portugal está evoluindo rapidamente como uma parte integrante da Europa moderna. O que era até meados dos anos 1970 uma sociedade do velho mundo, onde 80 por cento da economia era controlada por uma oligarquia de oito famílias de elite, é agora cada vez mais um modelo de um Estado europeu avançado. Portugal ocupa agora um lugar destacado entre os países do mundo a nível de globalização e qualidade de vida; possui ainda uma das melhores infra-estruturas desenvolvidas de energia renovável de qualquer país desenvolvido. Apesar da modernização generalizada, as antigas tradições portuguesas persistem nas esferas política, bem como os estilos de vida tradicionais que perduram no meio rural."

Carlos Cunha é professor no Departamento de Ciência Política na Universidade de Dowling (Oakdale, Nova Iorque) com diversos graus académico em universidades norte-americanas.
Escreveu "A Estratégia de Poder do Partido Comunista Português, 1921-1986" (Garland, 1992), e publicou inúmeros artigos, capítulos de livros e opiniões sobre vários aspectos da política portuguesa, especializando-se na utilização das tecnologias de informação e comunicação no país, bem como no Partido Comunista Português. Seus interesses de pesquisa incluem Comunismo Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação Partidos Políticos Europeus, Política Externa Americana, Economia Política Internacional, Política da América Latina, e diversos outros tópicos.

O seu pai, também Carlos Cunha, foi dos primeiros naturais das Fronhas a emigrar para os Estados Unidos da América em meados do século XX. Foi responsável por levar para aquele país mais de 200 conterrâneos que procuravam vida melhor. Nessa altura, era muito difícil a saída do País, pelo que através das cartas de chamada de Carlos Cunha muitos conseguiram entrada na "Terra das Oportunidades", e por lá fizeram a sua vida.

sábado, 19 de novembro de 2011

O arranque de "X.to", o documentário sobre as Aldeias do Xisto em Portugal

"O documentário X.to surge da ambição de João Correia, aluno finalista de Mestrado em Comunicação Multimédia da Universidade de Aveiro, em elaborar uma peça audiovisual que actuasse como objecto de estudo para a investigação da sua tese.

Este projecto encontra-se de momento na fase de pré-produção e a recolher fundos através de um projecto de crowdfunding na página http://ppl.com.pt/.

Também é possível visitar a página do Facebook do projecto, que já conta com mais de 35 membros em http://www.facebook.com/noxisto.

Assim que a PPL aprovar o projecto como viável de recolher fundos via crowdfunding, irei colocar mais informações sobre esta nova forma de angariação que não se deve confundir com caridade.

Obrigado pelo vosso apoio!"

O João Correia é natural da povoação da Abrunheira, S. Martinho da Cortiça.