Vai decorrer no próximo dia 12 e 13 de Maio de 2012 o X convívio motard do Grupo Motard "Asas da Liberdade" no pavilhão gimno-desportivo de S. Martinho da Cortiça.
As actividades serão variadas e o melhor mesmo é não faltar!
quinta-feira, 3 de maio de 2012
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Ser padre um mundo operário
"Em 7 de Outubro de 1954 entrei para o Seminário Menor da Figueira da Foz, ainda não tinha feito os 11 anos. Recordo-me que encontrei um ambiente rigoroso e exigente. Talvez pelo meu temperamento, fui um aluno discreto. Em Outubro de 1959 passei para o Seminário Maior de Coimbra. Aí tive as primeiras dúvidas. Começou o meu interesse pela política, com o caso do Bispo do Porto e o início da guerra colonial.
O Papa João XXIII convocou o Concílio Vaticano II no dia 25 de Dezembro de 1961, cuja solene abertura teve lugar em 11 de Outubro de 1962.
Para quem, como eu, que já punha algumas questões sobre se valia a pena ser padre, o Concílio que durou até 8 de Dezembro de 1965, foi uma lufada de ar fresco. De repente éramos livres de sonhar. Tudo era possível e o Mundo, que na nossa formação até aí era a fonte de todos os males, passou a ser a “seara” para onde o Senhor da messe nos enviava.
Diz a Gaudium et Spes: “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração”. Assim ganhou novo sentido a minha decisão de ser padre. As aulas eram lugares de descoberta de novos horizontes. Eram muito participadas e nelas começámos a contestar fortemente o ensino tradicionalista: condenatório do mundo, com a sua espiritualidade intimista, em que Maria ocupava o lugar de Jesus. O Concílio veio dar força aos que no Seminário começavam a contestar o regime político. Nisso fomos influenciados pela Revolta Estudantil de 1962.
Começámos, então, a exigir que, antes da ordenação, fizéssemos um Estágio Pastoral para entrarmos no Mundo que nós chamávamos e era o lugar do Reino. Em Junho de 1967 ia terminar o Seminário, mas na Primavera desse ano dá-se um acontecimento que mudou a minha vida. O P. Joseph Bouchaud, Superior Geral dos Filhos da Caridade fez uma conferência no Seminário. Deu-se o “milagre das línguas”. Sabia muito pouco francês, mas entendi tudo. Decidi fazer o meu estágio em França para conhecer o caminho da emigração dos portugueses, fugidos à fome e à guerra, e viver essa experiência em equipa. Foi fácil convencer o Reitor do Seminário que nos ajudou a conseguir a autorização do D. Ernesto, ao tempo Bispo de Coimbra.
Assim a 5 de Outubro de 1967, com dois companheiros do Seminário de Coimbra e um da Guarda, parti para França. Depois de três dias para nos mostrarem Paris fomos à Polícia para tratar do visto de estadia. Foi o primeiro choque. Estava frio e, quando chegámos pelas 6 da manhã, encontrámos uma multidão de várias centenas de emigrantes portugueses. A partir das 8h, começaram a entrar, 100 de cada vez, para um pátio interior. Só depois é que se entrava no edifício, um antiga cavalariça da Polícia. A esmagadora maioria deles vinha do mundo rural e não sabia ler, nem escrever. Para chegarem a França tinham pago, em média, 15 contos. O salário, na região da Beira, era na altura 20$00 por dia.
Depois, foi um mês à procura de trabalho. Gastei as solas dos sapatos de tanto andar a pé. Encontrei emprego numa metalomecânica, na secção de reparação de rolos de máquinas de escrever. Os primeiros tempos foram muito duros. Saía de casa às 5h da manhã e tinha a sensação de que a minha vida, além da 9h de trabalho, era ir e vir da fábrica. Porque o local era barulhento, passava o dia a pensar e a rezar. Descobri assim a condição operária e a sua dureza. Afinal o homem não trabalhava “ para colaborar com Deus na obra da Criação”, mas fazia-o, com o suor do rosto, e era, muitas vezes, explorado e oprimido.
Passados alguns meses, estava eu a encher de lenha a salamandra que aquecia a oficina e de repente pensei: ”a minha vocação é anunciar o Evangelho de Jesus aos trabalhadores, assumindo a condição operária”. Porque percebi que “anunciar a Boa Nova aos pobres” passava por tornar Jesus presente entre esta gente tão explorada e oprimida. Não foi uma decisão ideológica. Foi antes uma consequência da minha fé em Jesus Cristo e na sua afirmação de que “ o sinal de que o Reino de Deus avança é que os pobres são evangelizados”. Tive a felicidade de viver os acontecimentos de Maio de 68, que não foi apenas a Revolta Estudantil, com as suas utopias, mas a paralisação da França com milhões de trabalhadores em greve.
Regressei a Portugal para ser ordenado sacerdote em Setembro de 1968 e por cá permaneci um ano. Regressei a França em 1969 acabando por entrar na Congregação dos Filhos da Caridade para ser Padre Operário. Para quem não saiba, os Padres Operários aparecem em França logo depois da 2ª Guerra Mundial. Havia muitos padres franceses que tinham sido deportados para trabalhar nas fábricas alemãs durante a guerra. Aí descobrem a condição operária. Depois, com o apoio do Cardeal de Paris, muitos pedem para continuar a trabalhar. Assim nascem os Padres Operários. O Vaticano II acaba por confirmar o ministério sacerdotal dos Padre Operários, vivido na sua condição de trabalhadores. Diz o Presbiteryum ordinis nº 8: “Para cooperar na mesma obra, todos os presbíteros são enviados: os que exercem um ministério paroquial ou inter paroquial, como os que se consagram à ciência e ao ensino, como os que trabalham manualmente e partilham a condição operária. Todos visam a edificação do Corpo de Cristo”.
Em 1971 fiz um estágio de formação profissional na área da metalomecânica, como fresador mecânico. Trabalhei depois numa fábrica nos arredores de Paris nesta profissão. Regresso a Portugal nos finais de 1972 e com o Crespo e o Chico Marques formámos uma equipa de Padres Operários de Filhos da Caridade. Fomos viver para a Cova da Piedade. Foi fácil encontrar trabalho. Comecei na Sorefame - Amadora. na altura com mais de 3000 trabalhadores. Depois fui para a Standard Eléctrica em Cascais onde trabalhavam 3200 pessoas. Recebia um bom salário.
Integrei-me na JOC (Juventude Operária Católica), como assistente de uma equipa de base, e comecei de imediato a participar, também, na actividade sindical que nessa altura era semi-clandestina e na luta política dos que contestavam o Regime. Percebi que as coisas iam mudar. Mas temíamos, também, poder um dia sermos presos, até porque a nossa casa era lugar de encontro de activistas sindicais e políticos. Sabíamos que éramos vigiados pela PIDE.
O 25 de Abril apanha-me a trabalhar como fresador na Standard integrado na luta sindical, a partir da qual se conseguiu eleger um Direcção para o Sindicato dos Metalúrgicos de Lisboa. Dela fazia parte, entre outros, Jerónimo de Sousa. Nesse grupo de activistas havia duas tendências: uma defendia a subordinação da luta sindical à luta política e era afecta ao PCP, outra, mais defensora da autonomia sindical, defendia um sindicalismo de base. Naturalmente que me sentia mais próximo desta tendência.
Foram eles que me levaram para o MES ( Movimento de Esquerda Socialista), nos anos loucos do PREC, tempo em que todos os sonhos eram possíveis. Ainda hoje me pergunto como aguentei trabalhar 9 horas por dia e participar em reuniões quase diárias até às quatro da manhã, quando não fazia uma directa. Fiz parte da Direcção Política do MES, mas nunca deixei de trabalhar e recusei ser dirigente sindical. Foram momentos de grande fervor militante em que vinha ao de cima o que de melhor há na natureza humana: a fraternidade e a solidariedade.
A partir de 1978 deixei a actividade partidária e passei a ser apenas Assistente de Religioso de equipas de JOC e LOC. Em Janeiro de 1981 fui trabalhar para a Equimetal, no Barreiro, e passei a fazer parte da equipa de Filhos da Caridade do Lavradio. Além de padre operário, passei a fazer trabalho paroquial, celebrando a Eucaristia, baptizados e casamentos, que preparava, em reuniões, na casa dos pais ou dos noivos.
Passei por uma situação de trabalho muito dura. A certa altura a empresa deixou de pagar atempadamente os salários. Chegámos a ter sete meses em atraso. Vivi situações dramáticas, com colegas a morrerem de ataques cardíacos, a enlouquecer e a suicidarem-se. Empenhei-me na luta contra a fome e a miséria, enquanto membro da Comissão de Trabalhadores e Delegado Sindical. Por exemplo, ocupámos o Pão de Açúcar do Barreiro exigindo que nos fiassem comida como faziam as mercearias de bairro.
Acabei por ser despedido. É minha convicção de que o fui por causa da minha condição de padre operário. Fui trabalhar, depois de alguns meses de desemprego, como fresador para uma fábrica de Setúbal. Em Março de 1990 ingressei como Técnico de Formação de Fresagem e Torneamento no Centro de Formação de Setúbal do IEFP. Por essa altura, e com o dinheiro do Fundo Social Europeu, foram criados vários Centros de Formação Profissional, com equipamento de qualidade e formadores de comprovada experiência profissional a quem era ministrada uma formação pedagógica de seis meses. Havia programas e meios pedagógicos que, aplicados, permitiam ministrar formação de qualidade. Os formandos eram seleccionados com rigor, pois era necessário responder às necessidades do mercado de trabalho. Muitos dos meus formandos ingressaram, de imediato, na Autoeuropa e noutras conceituadas empresas de metalomecânica da região.
Mas a partir de 1998 tudo mudou. Os Centros de Formação passaram a ser um expediente para baixar o número de desempregados. Os principais critérios para a admissão dos formandos, eram que estivessem desempregados ou fossem enviados pelo Instituto de Reinserção Social. A maioria deles já era dependente de drogas ou de subsídios. Quer uns, quer outros, não tinham nenhum interesse pela formação e apenas alguns chegavam ao fim dos cursos.
Assim chego no fim de Janeiro de 2008 à situação de reformado. Tinham passado mais 40 anos desde que em Novembro de 1967 começara a trabalhar. Vivi a condição operária na sua dureza: durante a maior parte do tempo, passando 9h por dia, junto de uma máquina num ambiente barulhento e construindo peças com medidas muito rigorosas. Vivi com camaradas de trabalho que me aceitaram como um deles e de quem fiquei amigo. Encontrei grandes militantes pelas causas da justiça, que o faziam de forma empenhada e generosa. Sofri perante as injustiças e as perseguições tão frequentes nestes meios. Vivi uma militância cristã de presença, vivência hoje tão ignorada, quando não desprezada pelos sectores dominantes da Igreja. Aprendi a rezar durante o trabalho e a fazer as minhas reflexões espirituais ou sobre a condição operária ao barulho da minha fresadora ou do meu torno.
Desde 1992 sou Capelão do Hospital do Outão e, desde Outubro de 2008, Pároco do Faralhão e Praias do Sado, junto à Península da Mitrena, onde está situada a maior produção industrial do País por metro quadrado.
Passados 40 anos, muita coisa mudou: hoje há novas tecnologias e acabou a maioria das grandes empresas. Com os contractos a prazo, os recibos verdes e todas as formas precárias de trabalho, reduziu-se a força dos sindicatos. Hoje a maioria dos trabalhadores está completamente à mercê da sede de lucros dos patrões. O próprio Estado emprega milhares de trabalhadores precários pagos, muitos deles, a recibo verde. E de forma despudorada, há gestores públicos que se servem dos estágios profissionais de licenciados para ter mão-de-obra gratuita, a quem não pagam muitas vezes, nem o transporte, nem o subsídio de refeição. Por isso eu digo, pela experiência vivida, que a única alteração estrutural do mundo do trabalho por conta doutrem nestes quarenta anos, foi no sentido do aprofundamento da exploração do trabalho humano. E isto num país cuja Constituição afirma: “Todos os trabalhadores (…) têm direito: (…) b) À organização do trabalho em condições socialmente dignificantes, de forma a facultar a realização pessoal e a permitir a conciliação da actividade profissional com a vida familiar” (art. 59º/1-b) da Constituição da República Portuguesa).
O capitalismo controla hoje toda a actividade humana. Na sua forma actual, o capitalismo na sua versão financeira, agiota e predadora é um sistema totalitário, pois, apesar de se basear na livre iniciativa, assume-se como o único, não admitindo qualquer outro modelo. Deixou de haver lugar à Social Democracia ou até à Democracia Cristã, mais defensora da propriedade privada, mas vista sempre numa vertente social. É-o também, por outra ordem de razão. A Economia Liberal pretende responder a todas as questões do Homem. Para além da economia, ela pretende ter resposta para as diversas vertentes da vida humana: cultura, desporto, religião, sexualidade, lazer, etc.. Todas estas vertentes são hoje exploradas pelo sistema capitalista. Na Religião, não só produzindo um novo “deus”, o consumismo, como ainda fazendo de muitas seitas religiosa, o chamado “capitalismo religioso”. Assim explora de forma escandalosa o sentimento religioso, sobretudo dos mais pobres e mais desprotegidos.
Perante uma crise, que está a arrastar para a empobrecimento e para a fome milhares de portugueses, a Igreja não prega “a tempo e a fora dele” a Doutrina Social da Igreja. Seria bom lembrar aos políticos, e alguns até se dizem cristãos, que:
“ O homem é o autor, o centro e o fim de toda a vida económica e social” (Gaudium et Spes 63).
“ O primado do homem sobre as coisas na dupla prioridade: do homem sobre o trabalho (Laborem Exercens 6) e do trabalho sobre o capital (Gaudium et Spes 67 e Laborem Exercens12-13).
“O destino universal dos bens (Laborem Exercens18-19, Gaudium et Spes 69 e Centesimus annus 30ss). A justa remuneração do trabalho é o meio concreto de aplicação deste princípio (Laborem Exercens19).
A economia deve estar ao serviço da pessoa toda e de todas as pessoas (Gaudium et Spes 63). “É necessário e urgente educar os consumidores para o uso responsável do seu poder de escolha, a formação de um alto sentido de responsabilidade nos produtores e, sobretudo, nos profissionais de comunicação, além da necessária intervenção das autoridades públicas “. (Centesimus Annus 36).
Por tudo isto, penso que há uma questão teológica, que não sendo nova, é urgente aprofundar. Deus ama preferencialmente os pobres = “os órfãos e as viúvas, os fracos e os oprimidos, os cativos e os imigrantes, etc.), como aparece claro em muitos textos do Antigo e Novo Testamento. Também os Evangelhos, S. Paulo e outros textos do Novo Testamento dizem de uma forma muito clara: Jesus Cristo é o Único mediador entre Deus e os homens. Mas encontrar Jesus, e este encontro é um acto de fé, acontece no: “que tem fome, sede, está nu, preso ou doente”. A Fé Cristã pratica-se no encontro com Deus, na Pessoa de Jesus Cristo, presente nos pobres. Sem este encontro, o Cristianismo será apenas mais uma religião. E as religiões podem não libertar (salvar) os homens, mas antes atá-los a uma crença (religião vem do latim re-ligare). Abandonar o amor preferencial pelos mais pobres é desvirtuar o Evangelho de Jesus.
S. Vicente de Paulo, que tanto influenciou os Católicos Sociais no século XIX diz na sua carta 2546: “Devemos considerá-los (os pobres) antes de mais à luz da fé. O Filho de Deus quis ser pobre e ser representado pelos pobres. Cristo quis nascer pobre, chamar para a sua companhia discípulos pobres, … ao ponto de dizer que o bem ou o mal feito a eles o tomaria como feito a si mesmo… O serviço dos pobres deve ser preferido a todos os outros. Se durante o tempo de oração tiveres de levar ajuda a um pobre, ide tranquilamente. E não tenhais nenhum escrúpulo ou remorso. De facto não se trata de deixar a Deus, … servir um pobre é também servir a Deus”.
Perante a fome a miséria por que passa 1/3 da Humanidade e empobrecimento que atinge cada vez mais gente, nos ditos países ricos, num tempo em que se produzem alimentos suficientes para todos, a defesa dos pobres, dos que são vítimas da violência e da guerra, a defesa da Justiça Social, do primado do homem sobre as coisas, tem de fazer parte da “prática religiosa” , penso eu, do Papa, dos Bispos, dos sacerdotes e dos cristãos leigos. E isto, deve ser obrigatoriamente feito por uma questão de Fé e não, como dizem alguns, por uma questão ideológica.
Luís M. Martins Ferreira
Padre Operário
Capelão Hospitalar e Pároco"
Dados biográficos:
Luís Manuel Martins Ferreira, nasceu a 9 de Novembro de 1943, em S. Martinho da Cortiça – Arganil.
É filho de Maria Isaura Ferreira de Frias e António Martins Pinto.
Concluiu a Teologia na Seminário de Coimbra em 1967. Ordenado sacerdote em 1968. Foi Padre Operário até 31 de Janeiro de 2008. É Capelão do Hospital do Outão desde 1992 e Pároco do Faralhão e Praias do Sado desde Outubro de 2008.
O Papa João XXIII convocou o Concílio Vaticano II no dia 25 de Dezembro de 1961, cuja solene abertura teve lugar em 11 de Outubro de 1962.
Para quem, como eu, que já punha algumas questões sobre se valia a pena ser padre, o Concílio que durou até 8 de Dezembro de 1965, foi uma lufada de ar fresco. De repente éramos livres de sonhar. Tudo era possível e o Mundo, que na nossa formação até aí era a fonte de todos os males, passou a ser a “seara” para onde o Senhor da messe nos enviava.
Diz a Gaudium et Spes: “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração”. Assim ganhou novo sentido a minha decisão de ser padre. As aulas eram lugares de descoberta de novos horizontes. Eram muito participadas e nelas começámos a contestar fortemente o ensino tradicionalista: condenatório do mundo, com a sua espiritualidade intimista, em que Maria ocupava o lugar de Jesus. O Concílio veio dar força aos que no Seminário começavam a contestar o regime político. Nisso fomos influenciados pela Revolta Estudantil de 1962.
Começámos, então, a exigir que, antes da ordenação, fizéssemos um Estágio Pastoral para entrarmos no Mundo que nós chamávamos e era o lugar do Reino. Em Junho de 1967 ia terminar o Seminário, mas na Primavera desse ano dá-se um acontecimento que mudou a minha vida. O P. Joseph Bouchaud, Superior Geral dos Filhos da Caridade fez uma conferência no Seminário. Deu-se o “milagre das línguas”. Sabia muito pouco francês, mas entendi tudo. Decidi fazer o meu estágio em França para conhecer o caminho da emigração dos portugueses, fugidos à fome e à guerra, e viver essa experiência em equipa. Foi fácil convencer o Reitor do Seminário que nos ajudou a conseguir a autorização do D. Ernesto, ao tempo Bispo de Coimbra.
Assim a 5 de Outubro de 1967, com dois companheiros do Seminário de Coimbra e um da Guarda, parti para França. Depois de três dias para nos mostrarem Paris fomos à Polícia para tratar do visto de estadia. Foi o primeiro choque. Estava frio e, quando chegámos pelas 6 da manhã, encontrámos uma multidão de várias centenas de emigrantes portugueses. A partir das 8h, começaram a entrar, 100 de cada vez, para um pátio interior. Só depois é que se entrava no edifício, um antiga cavalariça da Polícia. A esmagadora maioria deles vinha do mundo rural e não sabia ler, nem escrever. Para chegarem a França tinham pago, em média, 15 contos. O salário, na região da Beira, era na altura 20$00 por dia.
Depois, foi um mês à procura de trabalho. Gastei as solas dos sapatos de tanto andar a pé. Encontrei emprego numa metalomecânica, na secção de reparação de rolos de máquinas de escrever. Os primeiros tempos foram muito duros. Saía de casa às 5h da manhã e tinha a sensação de que a minha vida, além da 9h de trabalho, era ir e vir da fábrica. Porque o local era barulhento, passava o dia a pensar e a rezar. Descobri assim a condição operária e a sua dureza. Afinal o homem não trabalhava “ para colaborar com Deus na obra da Criação”, mas fazia-o, com o suor do rosto, e era, muitas vezes, explorado e oprimido.
Passados alguns meses, estava eu a encher de lenha a salamandra que aquecia a oficina e de repente pensei: ”a minha vocação é anunciar o Evangelho de Jesus aos trabalhadores, assumindo a condição operária”. Porque percebi que “anunciar a Boa Nova aos pobres” passava por tornar Jesus presente entre esta gente tão explorada e oprimida. Não foi uma decisão ideológica. Foi antes uma consequência da minha fé em Jesus Cristo e na sua afirmação de que “ o sinal de que o Reino de Deus avança é que os pobres são evangelizados”. Tive a felicidade de viver os acontecimentos de Maio de 68, que não foi apenas a Revolta Estudantil, com as suas utopias, mas a paralisação da França com milhões de trabalhadores em greve.
Regressei a Portugal para ser ordenado sacerdote em Setembro de 1968 e por cá permaneci um ano. Regressei a França em 1969 acabando por entrar na Congregação dos Filhos da Caridade para ser Padre Operário. Para quem não saiba, os Padres Operários aparecem em França logo depois da 2ª Guerra Mundial. Havia muitos padres franceses que tinham sido deportados para trabalhar nas fábricas alemãs durante a guerra. Aí descobrem a condição operária. Depois, com o apoio do Cardeal de Paris, muitos pedem para continuar a trabalhar. Assim nascem os Padres Operários. O Vaticano II acaba por confirmar o ministério sacerdotal dos Padre Operários, vivido na sua condição de trabalhadores. Diz o Presbiteryum ordinis nº 8: “Para cooperar na mesma obra, todos os presbíteros são enviados: os que exercem um ministério paroquial ou inter paroquial, como os que se consagram à ciência e ao ensino, como os que trabalham manualmente e partilham a condição operária. Todos visam a edificação do Corpo de Cristo”.
Em 1971 fiz um estágio de formação profissional na área da metalomecânica, como fresador mecânico. Trabalhei depois numa fábrica nos arredores de Paris nesta profissão. Regresso a Portugal nos finais de 1972 e com o Crespo e o Chico Marques formámos uma equipa de Padres Operários de Filhos da Caridade. Fomos viver para a Cova da Piedade. Foi fácil encontrar trabalho. Comecei na Sorefame - Amadora. na altura com mais de 3000 trabalhadores. Depois fui para a Standard Eléctrica em Cascais onde trabalhavam 3200 pessoas. Recebia um bom salário.
Integrei-me na JOC (Juventude Operária Católica), como assistente de uma equipa de base, e comecei de imediato a participar, também, na actividade sindical que nessa altura era semi-clandestina e na luta política dos que contestavam o Regime. Percebi que as coisas iam mudar. Mas temíamos, também, poder um dia sermos presos, até porque a nossa casa era lugar de encontro de activistas sindicais e políticos. Sabíamos que éramos vigiados pela PIDE.
O 25 de Abril apanha-me a trabalhar como fresador na Standard integrado na luta sindical, a partir da qual se conseguiu eleger um Direcção para o Sindicato dos Metalúrgicos de Lisboa. Dela fazia parte, entre outros, Jerónimo de Sousa. Nesse grupo de activistas havia duas tendências: uma defendia a subordinação da luta sindical à luta política e era afecta ao PCP, outra, mais defensora da autonomia sindical, defendia um sindicalismo de base. Naturalmente que me sentia mais próximo desta tendência.
Foram eles que me levaram para o MES ( Movimento de Esquerda Socialista), nos anos loucos do PREC, tempo em que todos os sonhos eram possíveis. Ainda hoje me pergunto como aguentei trabalhar 9 horas por dia e participar em reuniões quase diárias até às quatro da manhã, quando não fazia uma directa. Fiz parte da Direcção Política do MES, mas nunca deixei de trabalhar e recusei ser dirigente sindical. Foram momentos de grande fervor militante em que vinha ao de cima o que de melhor há na natureza humana: a fraternidade e a solidariedade.
A partir de 1978 deixei a actividade partidária e passei a ser apenas Assistente de Religioso de equipas de JOC e LOC. Em Janeiro de 1981 fui trabalhar para a Equimetal, no Barreiro, e passei a fazer parte da equipa de Filhos da Caridade do Lavradio. Além de padre operário, passei a fazer trabalho paroquial, celebrando a Eucaristia, baptizados e casamentos, que preparava, em reuniões, na casa dos pais ou dos noivos.
Passei por uma situação de trabalho muito dura. A certa altura a empresa deixou de pagar atempadamente os salários. Chegámos a ter sete meses em atraso. Vivi situações dramáticas, com colegas a morrerem de ataques cardíacos, a enlouquecer e a suicidarem-se. Empenhei-me na luta contra a fome e a miséria, enquanto membro da Comissão de Trabalhadores e Delegado Sindical. Por exemplo, ocupámos o Pão de Açúcar do Barreiro exigindo que nos fiassem comida como faziam as mercearias de bairro.
Acabei por ser despedido. É minha convicção de que o fui por causa da minha condição de padre operário. Fui trabalhar, depois de alguns meses de desemprego, como fresador para uma fábrica de Setúbal. Em Março de 1990 ingressei como Técnico de Formação de Fresagem e Torneamento no Centro de Formação de Setúbal do IEFP. Por essa altura, e com o dinheiro do Fundo Social Europeu, foram criados vários Centros de Formação Profissional, com equipamento de qualidade e formadores de comprovada experiência profissional a quem era ministrada uma formação pedagógica de seis meses. Havia programas e meios pedagógicos que, aplicados, permitiam ministrar formação de qualidade. Os formandos eram seleccionados com rigor, pois era necessário responder às necessidades do mercado de trabalho. Muitos dos meus formandos ingressaram, de imediato, na Autoeuropa e noutras conceituadas empresas de metalomecânica da região.
Mas a partir de 1998 tudo mudou. Os Centros de Formação passaram a ser um expediente para baixar o número de desempregados. Os principais critérios para a admissão dos formandos, eram que estivessem desempregados ou fossem enviados pelo Instituto de Reinserção Social. A maioria deles já era dependente de drogas ou de subsídios. Quer uns, quer outros, não tinham nenhum interesse pela formação e apenas alguns chegavam ao fim dos cursos.
Assim chego no fim de Janeiro de 2008 à situação de reformado. Tinham passado mais 40 anos desde que em Novembro de 1967 começara a trabalhar. Vivi a condição operária na sua dureza: durante a maior parte do tempo, passando 9h por dia, junto de uma máquina num ambiente barulhento e construindo peças com medidas muito rigorosas. Vivi com camaradas de trabalho que me aceitaram como um deles e de quem fiquei amigo. Encontrei grandes militantes pelas causas da justiça, que o faziam de forma empenhada e generosa. Sofri perante as injustiças e as perseguições tão frequentes nestes meios. Vivi uma militância cristã de presença, vivência hoje tão ignorada, quando não desprezada pelos sectores dominantes da Igreja. Aprendi a rezar durante o trabalho e a fazer as minhas reflexões espirituais ou sobre a condição operária ao barulho da minha fresadora ou do meu torno.
Desde 1992 sou Capelão do Hospital do Outão e, desde Outubro de 2008, Pároco do Faralhão e Praias do Sado, junto à Península da Mitrena, onde está situada a maior produção industrial do País por metro quadrado.
Passados 40 anos, muita coisa mudou: hoje há novas tecnologias e acabou a maioria das grandes empresas. Com os contractos a prazo, os recibos verdes e todas as formas precárias de trabalho, reduziu-se a força dos sindicatos. Hoje a maioria dos trabalhadores está completamente à mercê da sede de lucros dos patrões. O próprio Estado emprega milhares de trabalhadores precários pagos, muitos deles, a recibo verde. E de forma despudorada, há gestores públicos que se servem dos estágios profissionais de licenciados para ter mão-de-obra gratuita, a quem não pagam muitas vezes, nem o transporte, nem o subsídio de refeição. Por isso eu digo, pela experiência vivida, que a única alteração estrutural do mundo do trabalho por conta doutrem nestes quarenta anos, foi no sentido do aprofundamento da exploração do trabalho humano. E isto num país cuja Constituição afirma: “Todos os trabalhadores (…) têm direito: (…) b) À organização do trabalho em condições socialmente dignificantes, de forma a facultar a realização pessoal e a permitir a conciliação da actividade profissional com a vida familiar” (art. 59º/1-b) da Constituição da República Portuguesa).
O capitalismo controla hoje toda a actividade humana. Na sua forma actual, o capitalismo na sua versão financeira, agiota e predadora é um sistema totalitário, pois, apesar de se basear na livre iniciativa, assume-se como o único, não admitindo qualquer outro modelo. Deixou de haver lugar à Social Democracia ou até à Democracia Cristã, mais defensora da propriedade privada, mas vista sempre numa vertente social. É-o também, por outra ordem de razão. A Economia Liberal pretende responder a todas as questões do Homem. Para além da economia, ela pretende ter resposta para as diversas vertentes da vida humana: cultura, desporto, religião, sexualidade, lazer, etc.. Todas estas vertentes são hoje exploradas pelo sistema capitalista. Na Religião, não só produzindo um novo “deus”, o consumismo, como ainda fazendo de muitas seitas religiosa, o chamado “capitalismo religioso”. Assim explora de forma escandalosa o sentimento religioso, sobretudo dos mais pobres e mais desprotegidos.
Perante uma crise, que está a arrastar para a empobrecimento e para a fome milhares de portugueses, a Igreja não prega “a tempo e a fora dele” a Doutrina Social da Igreja. Seria bom lembrar aos políticos, e alguns até se dizem cristãos, que:
“ O homem é o autor, o centro e o fim de toda a vida económica e social” (Gaudium et Spes 63).
“ O primado do homem sobre as coisas na dupla prioridade: do homem sobre o trabalho (Laborem Exercens 6) e do trabalho sobre o capital (Gaudium et Spes 67 e Laborem Exercens12-13).
“O destino universal dos bens (Laborem Exercens18-19, Gaudium et Spes 69 e Centesimus annus 30ss). A justa remuneração do trabalho é o meio concreto de aplicação deste princípio (Laborem Exercens19).
A economia deve estar ao serviço da pessoa toda e de todas as pessoas (Gaudium et Spes 63). “É necessário e urgente educar os consumidores para o uso responsável do seu poder de escolha, a formação de um alto sentido de responsabilidade nos produtores e, sobretudo, nos profissionais de comunicação, além da necessária intervenção das autoridades públicas “. (Centesimus Annus 36).
Por tudo isto, penso que há uma questão teológica, que não sendo nova, é urgente aprofundar. Deus ama preferencialmente os pobres = “os órfãos e as viúvas, os fracos e os oprimidos, os cativos e os imigrantes, etc.), como aparece claro em muitos textos do Antigo e Novo Testamento. Também os Evangelhos, S. Paulo e outros textos do Novo Testamento dizem de uma forma muito clara: Jesus Cristo é o Único mediador entre Deus e os homens. Mas encontrar Jesus, e este encontro é um acto de fé, acontece no: “que tem fome, sede, está nu, preso ou doente”. A Fé Cristã pratica-se no encontro com Deus, na Pessoa de Jesus Cristo, presente nos pobres. Sem este encontro, o Cristianismo será apenas mais uma religião. E as religiões podem não libertar (salvar) os homens, mas antes atá-los a uma crença (religião vem do latim re-ligare). Abandonar o amor preferencial pelos mais pobres é desvirtuar o Evangelho de Jesus.
S. Vicente de Paulo, que tanto influenciou os Católicos Sociais no século XIX diz na sua carta 2546: “Devemos considerá-los (os pobres) antes de mais à luz da fé. O Filho de Deus quis ser pobre e ser representado pelos pobres. Cristo quis nascer pobre, chamar para a sua companhia discípulos pobres, … ao ponto de dizer que o bem ou o mal feito a eles o tomaria como feito a si mesmo… O serviço dos pobres deve ser preferido a todos os outros. Se durante o tempo de oração tiveres de levar ajuda a um pobre, ide tranquilamente. E não tenhais nenhum escrúpulo ou remorso. De facto não se trata de deixar a Deus, … servir um pobre é também servir a Deus”.
Perante a fome a miséria por que passa 1/3 da Humanidade e empobrecimento que atinge cada vez mais gente, nos ditos países ricos, num tempo em que se produzem alimentos suficientes para todos, a defesa dos pobres, dos que são vítimas da violência e da guerra, a defesa da Justiça Social, do primado do homem sobre as coisas, tem de fazer parte da “prática religiosa” , penso eu, do Papa, dos Bispos, dos sacerdotes e dos cristãos leigos. E isto, deve ser obrigatoriamente feito por uma questão de Fé e não, como dizem alguns, por uma questão ideológica.
Luís M. Martins Ferreira
Padre Operário
Capelão Hospitalar e Pároco"
Dados biográficos:
Luís Manuel Martins Ferreira, nasceu a 9 de Novembro de 1943, em S. Martinho da Cortiça – Arganil.
É filho de Maria Isaura Ferreira de Frias e António Martins Pinto.
Concluiu a Teologia na Seminário de Coimbra em 1967. Ordenado sacerdote em 1968. Foi Padre Operário até 31 de Janeiro de 2008. É Capelão do Hospital do Outão desde 1992 e Pároco do Faralhão e Praias do Sado desde Outubro de 2008.
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sábado, 14 de abril de 2012
Cicloturismo e BTT na U.R.C. Urgueira a 29 de Abril
"Pois é pessoal, ai vem mais um cicloturismo organizado pela U.R.C. Urgueira... Mais um ano como os anteriores como todos já estão habituados, diversão, convívio, e claro a boa comidinha :)
PROGRAMA:
11:00h - Reforço alimentar;
13:00h - Almoço.
Ps: Existe lembrança de participação"
O evento decorrerá no domingo, 29 de Abril de 2012 e as inscrições podem ser efectuada através dos telemóveis 966705902 ou 967029519.
PROGRAMA:
9:00h - Concentração e inscrições dos participantes junto à sede da U.R.C. Urgueira;
9:30h - Início do passeio;11:00h - Reforço alimentar;
13:00h - Almoço.
Ps: Existe lembrança de participação"
O evento decorrerá no domingo, 29 de Abril de 2012 e as inscrições podem ser efectuada através dos telemóveis 966705902 ou 967029519.
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União Recreativa e Cultural da Urgueira
sexta-feira, 9 de março de 2012
Casa da Carvalha 2009, uma colheita fora-de-série
"Tivemos o privilégio de assistir ao engarrafamento de um vinho excepcional, o Casa da Carvalha 2009" - comentou-nos Patrick Dias da Cunha. "Estamos convencidos que este vinho vai causar um grande furor."
Parabéns à Casa da Carvalha e ao enólogo Rui Reguinga.
O Casa da Carvalha 2009 pronto para seguir para o mercado.
Estará disponível, como de costume, nos Supermercados El Corte Inglês ou na Casa da Carvalha.
Parabéns à Casa da Carvalha e ao enólogo Rui Reguinga.
A unidade de engarrafamento móvel estacionada na Casa da Carvalha.
Pormenor do processo de engarrafamento.
Estará disponível, como de costume, nos Supermercados El Corte Inglês ou na Casa da Carvalha.
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
E saiu à rua em S. Martinho da Cortiça, o Carnaval!...
Foi um domingo muito animado, com dezenas de foliões desfilando pela Estrada da Beira, entre a Portelinha e os Pinheirais. Não faltaram os grupos de S. Martinho da Cortiça, Mucelão, Urgueira, Pombeiras, Sobreira, Sanguinheda, Poços, Cortiça, Fronhas..., acompanhados por incógnitos entrudeiros que se iam desfazendo em tropelias.
Carro de abertura do cortejo carnavalesco de S. Martinho da Cortiça.
A carripana de Mucelão de tracção às quatro (meias-solas!)...
Lá trás, as lavadeiras da Urgueira fazendo a barrela.
O repórter Acácio, em cobertura TDT para todo o País.
A Sobreira acompanhada com um magnífico corpo de baile.
Foto-Fronhas, foto "à la minute" com direito a banho!
A "mui antiga vila de Sanguinheda" com cozinha económica atrelada: que cheirinho!
O Grupo dos Apanhados animaram continuamente o cortejo à moda antiga: parabéns!
Mensagens de ânimo, para quem não "troikou" o Carnaval pela tolerância de ponto!
Entrudeiros.
E não há festa sem música; desta vez no Pavilhão Gimnodesportivo.
Carro de abertura do cortejo carnavalesco de S. Martinho da Cortiça.
A carripana de Mucelão de tracção às quatro (meias-solas!)...
Lá trás, as lavadeiras da Urgueira fazendo a barrela.
O repórter Acácio, em cobertura TDT para todo o País.
A Sobreira acompanhada com um magnífico corpo de baile.
Foto-Fronhas, foto "à la minute" com direito a banho!
A "mui antiga vila de Sanguinheda" com cozinha económica atrelada: que cheirinho!
O Grupo dos Apanhados animaram continuamente o cortejo à moda antiga: parabéns!
Mensagens de ânimo, para quem não "troikou" o Carnaval pela tolerância de ponto!
Entrudeiros.
E não há festa sem música; desta vez no Pavilhão Gimnodesportivo.
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S. Martinho da Cortiça
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Carnaval 2012?
No ano passado de 2011, foi assim o Carnaval no Concelho de Arganil. Tanto em Coja - considerado já o Carnaval do concelho de Arganil -, como em S. Martinho da Cortiça e em Pombeiro da Beira a afluência de turistas por todo o Concelho foi notável.
A Câmara Municipal de Arganil ainda pondera o óbvio: promover o turismo no seu Concelho através do Carnaval, ou alinhar no festim da austeridade.
Como será, então, este ano?
A Câmara Municipal de Arganil ainda pondera o óbvio: promover o turismo no seu Concelho através do Carnaval, ou alinhar no festim da austeridade.
Como será, então, este ano?
O Carnaval 2011 em Coja, com afluência de milhares de turistas.
Em S. Martinho da Cortiça o povo a receber os carros alegóricos do Carnaval 2011 que representavam as suas aldeias.
Carnaval 2011 em Pombeiro da Beira.
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terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Janeiras 2012 pela Tuna de S. Martinho
Vão decorrer nos próximos três domingos o cantar das Janeiras pela Tuna de S. Martinho, percorrendo um pouco toda a Freguesia.Votos de um feliz e próspero ano novo!
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sábado, 24 de dezembro de 2011
Um Santo e Feliz Natal!
"A árvore de Natal é um dos símbolos por excelência da festa de Natal. O pinheiro, ou o abeto, são árvores de folha perene, sempre verde, o que explica a sua escolha para simbolizar a vida.
Já em 580, o bispo, Martim de Braga proíbe “o uso pagão das folhagens e de louro” que as pessoas usavam para enfeitar as casas nos finais de Dezembro. A árvore de Natal, um abeto, aparece pela primeira vez representada num quadro de Lucas Cranach, o Antigo, em 1500. A árvore de Natal das festas cristãs é a herdeira de tradições antiquíssimas, de festas romanas em que uma árvore era carregada de fitas, comida e figuras de madeira.
![]() |
| A maior árvore de Natal da Europa, em Lisboa |
Muitas famílias não prescindem de montar um “presépio” (do latim estábulo). A lenda diz que o primeiro presépio de Natal foi feito por São Francisco de Assis em 1223, numa gruta de Greccio, em Itália.
![]() |
| Um presépio em cima de uma lareira |
Mas na realidade a representação do nascimento de Jesus numa gruta de Belém é muito mais antiga. Desde o séc. IV que se encontram em Roma cenas da Natividade esculpidas em sarcófagos. Mas foram os frades franciscanos que espalharam pela Europa a tradição de fazer um presépio no Natal. No imaginário tradicional, o presépio é representado sob a forma de uma gruta ou caverna. Nada disto consta dos evangelhos, mas a Igreja aceitou, cristianizando-a, a gruta da divindade pagã Mitra, nascido numa caverna." in http://espan.edu.pt/biblioteca/historico/bau200203_lendas_natal.htm
Acima de tudo, desejo a todos um Santo e Feliz Natal!
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Carlos Cunha e Rhonda Cunha - escritores de S. Martinho da Cortiça
Foi publicado por Carlos Cunha, natural das Fronhas e emigrado nos Estados Unidos da América, e por sua esposa, Rhonda Cunha, o livro acerca da cultura e costumes portugueses: Culture and Customs of Portugal (Santa Barbara, California: Greenwood, 2010).
"Portugal está evoluindo rapidamente como uma parte integrante da Europa moderna. O que era até meados dos anos 1970 uma sociedade do velho mundo, onde 80 por cento da economia era controlada por uma oligarquia de oito famílias de elite, é agora cada vez mais um modelo de um Estado europeu avançado. Portugal ocupa agora um lugar destacado entre os países do mundo a nível de globalização e qualidade de vida; possui ainda uma das melhores infra-estruturas desenvolvidas de energia renovável de qualquer país desenvolvido. Apesar da modernização generalizada, as antigas tradições portuguesas persistem nas esferas política, bem como os estilos de vida tradicionais que perduram no meio rural."
Carlos Cunha é professor no Departamento de Ciência Política na Universidade de Dowling (Oakdale, Nova Iorque) com diversos graus académico em universidades norte-americanas.
Escreveu "A Estratégia de Poder do Partido Comunista Português, 1921-1986" (Garland, 1992), e publicou inúmeros artigos, capítulos de livros e opiniões sobre vários aspectos da política portuguesa, especializando-se na utilização das tecnologias de informação e comunicação no país, bem como no Partido Comunista Português. Seus interesses de pesquisa incluem Comunismo Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação Partidos Políticos Europeus, Política Externa Americana, Economia Política Internacional, Política da América Latina, e diversos outros tópicos.
O seu pai, também Carlos Cunha, foi dos primeiros naturais das Fronhas a emigrar para os Estados Unidos da América em meados do século XX. Foi responsável por levar para aquele país mais de 200 conterrâneos que procuravam vida melhor. Nessa altura, era muito difícil a saída do País, pelo que através das cartas de chamada de Carlos Cunha muitos conseguiram entrada na "Terra das Oportunidades", e por lá fizeram a sua vida.
"Portugal está evoluindo rapidamente como uma parte integrante da Europa moderna. O que era até meados dos anos 1970 uma sociedade do velho mundo, onde 80 por cento da economia era controlada por uma oligarquia de oito famílias de elite, é agora cada vez mais um modelo de um Estado europeu avançado. Portugal ocupa agora um lugar destacado entre os países do mundo a nível de globalização e qualidade de vida; possui ainda uma das melhores infra-estruturas desenvolvidas de energia renovável de qualquer país desenvolvido. Apesar da modernização generalizada, as antigas tradições portuguesas persistem nas esferas política, bem como os estilos de vida tradicionais que perduram no meio rural."
Carlos Cunha é professor no Departamento de Ciência Política na Universidade de Dowling (Oakdale, Nova Iorque) com diversos graus académico em universidades norte-americanas.
Escreveu "A Estratégia de Poder do Partido Comunista Português, 1921-1986" (Garland, 1992), e publicou inúmeros artigos, capítulos de livros e opiniões sobre vários aspectos da política portuguesa, especializando-se na utilização das tecnologias de informação e comunicação no país, bem como no Partido Comunista Português. Seus interesses de pesquisa incluem Comunismo Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação Partidos Políticos Europeus, Política Externa Americana, Economia Política Internacional, Política da América Latina, e diversos outros tópicos.
O seu pai, também Carlos Cunha, foi dos primeiros naturais das Fronhas a emigrar para os Estados Unidos da América em meados do século XX. Foi responsável por levar para aquele país mais de 200 conterrâneos que procuravam vida melhor. Nessa altura, era muito difícil a saída do País, pelo que através das cartas de chamada de Carlos Cunha muitos conseguiram entrada na "Terra das Oportunidades", e por lá fizeram a sua vida.
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sábado, 19 de novembro de 2011
O arranque de "X.to", o documentário sobre as Aldeias do Xisto em Portugal
"O documentário X.to surge da ambição de João Correia, aluno finalista de Mestrado em Comunicação Multimédia da Universidade de Aveiro, em elaborar uma peça audiovisual que actuasse como objecto de estudo para a investigação da sua tese.
Este projecto encontra-se de momento na fase de pré-produção e a recolher fundos através de um projecto de crowdfunding na página http://ppl.com.pt/.
Também é possível visitar a página do Facebook do projecto, que já conta com mais de 35 membros em http://www.facebook.com/noxisto.
Assim que a PPL aprovar o projecto como viável de recolher fundos via crowdfunding, irei colocar mais informações sobre esta nova forma de angariação que não se deve confundir com caridade.
Obrigado pelo vosso apoio!"
O João Correia é natural da povoação da Abrunheira, S. Martinho da Cortiça.
Este projecto encontra-se de momento na fase de pré-produção e a recolher fundos através de um projecto de crowdfunding na página http://ppl.com.pt/.
Também é possível visitar a página do Facebook do projecto, que já conta com mais de 35 membros em http://www.facebook.com/noxisto.
Assim que a PPL aprovar o projecto como viável de recolher fundos via crowdfunding, irei colocar mais informações sobre esta nova forma de angariação que não se deve confundir com caridade.
Obrigado pelo vosso apoio!"
O João Correia é natural da povoação da Abrunheira, S. Martinho da Cortiça.
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segunda-feira, 14 de novembro de 2011
6º Passeio de Todo o Terreno da União Recreativa e Cultural da Urgueira
Decorrerá no próximo domingo, dia 20 de Novembro, o 6º Passeio de Todo-o-Terreno organizado pela União Recreativa e Cultural da Urgueira.
As actividades iniciar-se-ão pelas 8h00 e decorrerão até à hora do jantar.
"Pois é pessoal, e está ai a chegar mais um passeio TT da Urgueira.
Todos os anos temos subido mais um patamar e esperamos que este ano seja mais um.
Diversão, adrenalina e alegria com certeza que não faltará, apareçam e tragam uns amigos pois iram divertir-se como sempre.
P.S.: Haverá pequeno-almoço, um reforço alimentar e no final do passeio o jantar com entrega de lembranças.
P.S.: Haverá pequeno-almoço, um reforço alimentar e no final do passeio o jantar com entrega de lembranças.
A Comissão Organizadora"
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sexta-feira, 4 de novembro de 2011
XXV Feira Franca em S. Martinho da Cortiça a 12 e 13 de Novembro
Decorrerá durante os dias 12 e 13 de Novembro de 2011 a XXV Feira Franca, Feira de Artesanato, Comercial, Industrial, Gastronómica e Cultural de S. Martinho da Cortiça.
De entre os espectáculos apresentados, destaca-se a actuação do Ruizinho de Penacova, dos Farristas da Gândara, da Filarmónica do Alva, do Grupo de Concertinas Montes Hermínios e claro, da Tuna de S. Martinho.
Não faltará o tradicional magusto a encerrar as festividades.
De entre os espectáculos apresentados, destaca-se a actuação do Ruizinho de Penacova, dos Farristas da Gândara, da Filarmónica do Alva, do Grupo de Concertinas Montes Hermínios e claro, da Tuna de S. Martinho.
Não faltará o tradicional magusto a encerrar as festividades.
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domingo, 2 de outubro de 2011
V Passeio Moto-Turistico "Rota dos Moinhos" a 23 Outubro
O Grupo Motards Asas da Liberdade, de S. Martinho da Cortiça, concelho de Arganil, vai realizar no próximo dia 23 Outubro 2011 mais um Passeio Moto-Turistico, desta vez pela Rota dos Moínhos das serras de Penacova.
O programa é o seguinte:
08h30: Concentração dos participantes na sede do Grupo Motard´s Asas da Liberdade;
09h15: Saída do passeio:
Apreciação da paisagem no miradouro de Penacova;
Visita aos Moinhos de Gavinhos e reforço do estômago;
Visita ao Mosteiro de Lorvão;
Visita aos Moinhos da Serra da Atalhada;
Martini à Beira Rio;
Almoço na Urgueira;
Tarde de Convívio.
Os participantes devem abastecer as motas antes do passeio, pois não existe posto de abastecimento no início do percurso.
A inscrição é de 10 Moínhos e pode ser feita através dos seguintes contactos:
Presidente: 96 779 66 26
Tesoureiro: 93 811 68 79
E-mails: gmasasdaliberdade@hotmail.com; travassos_luis@msn.com
O programa é o seguinte:
08h30: Concentração dos participantes na sede do Grupo Motard´s Asas da Liberdade;
09h15: Saída do passeio:
Apreciação da paisagem no miradouro de Penacova;
Visita aos Moinhos de Gavinhos e reforço do estômago;
Visita ao Mosteiro de Lorvão;
Visita aos Moinhos da Serra da Atalhada;
Martini à Beira Rio;
Almoço na Urgueira;
Tarde de Convívio.
Os participantes devem abastecer as motas antes do passeio, pois não existe posto de abastecimento no início do percurso.
A inscrição é de 10 Moínhos e pode ser feita através dos seguintes contactos:
Presidente: 96 779 66 26
Tesoureiro: 93 811 68 79
E-mails: gmasasdaliberdade@hotmail.com; travassos_luis@msn.com
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Cicloturismo do Mont'Alto a 07 de Setembro
No próximo dia 7 de Setembro vai-se realizar um percurso de Cicloturismo da XXX Ficabeira, organizado pelo Município de Arganil com a colaboração do Clube Arganil BTT Serra do Açor.
A concentração será na Praça Simões Dias às 9h30 em Arganil e o percurso passará por, Sarnadela, Sail, S. Martinho da Cortiça (com almoço volante), Maladão e Arganil.
As inscrições podem ser feitas também na Secretaria da Junta de Freguesia de São Martinho da Cortiça.
A concentração será na Praça Simões Dias às 9h30 em Arganil e o percurso passará por, Sarnadela, Sail, S. Martinho da Cortiça (com almoço volante), Maladão e Arganil.
As inscrições podem ser feitas também na Secretaria da Junta de Freguesia de São Martinho da Cortiça.
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Novo diretor da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra
A Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (BGUC) fica agora a cargo de José Augusto Cardoso Bernardes. A tomada de posse do novo diretor, realizou-se no passado dia 17 de Junho, na Sala do Senado. O sucessor de Carlos Fiolhais vai também dirigir, por inerência, o Serviço Integrado de Bibliotecas da UC.
José Augusto Cardoso Bernardes está ligado pelo matrimónio à família Matias, do Vale de Matouco, S. Martinho da Cortiça. É professor catedrático na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra onde tem sobretudo regido cadeiras no âmbito da Literatura Portuguesa do século XVI e na Didáctica da Literatura, com várias obras publicadas.
A Biblioteca Geral se divide em dois edifícios: o da Biblioteca Joanina, de grande riqueza ornamental e decorativa, que abriga um acervo de livros e documentos anteriores a 1800, e o Edifício Novo, que reúne aproximadamente 1 milhão de títulos em 7 mil metros quadrados.
Felicidades ao novo director no desempenho do cargo!
José Augusto Cardoso Bernardes está ligado pelo matrimónio à família Matias, do Vale de Matouco, S. Martinho da Cortiça. É professor catedrático na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra onde tem sobretudo regido cadeiras no âmbito da Literatura Portuguesa do século XVI e na Didáctica da Literatura, com várias obras publicadas.
A Biblioteca Geral se divide em dois edifícios: o da Biblioteca Joanina, de grande riqueza ornamental e decorativa, que abriga um acervo de livros e documentos anteriores a 1800, e o Edifício Novo, que reúne aproximadamente 1 milhão de títulos em 7 mil metros quadrados.
Felicidades ao novo director no desempenho do cargo!
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sábado, 13 de agosto de 2011
"De Terra em Terra" em S. Martinho da Cortiça a 13 de Agosto
Decorreu esta manhã, no adro na Igreja Matriz de S. Martinho da Cortiça, a gravação do programa da Rádio Clube de Arganil (RCA), "De Terra em Terra", com transmissão directa on-line pelo Canal Arganil TV.
Além de entrevistas acerca da nossa Freguesia e das nossas Gentes, conduzidas por Natália Novais e José Conde da RCA, foram actuando a Tuna de S. Martinho da Cortiça e o Rancho de Pombeiro da Beira.
Parabéns pelo programa "De Terra em Terra", que tem levado tão longe o nome das terras da Beira-Serra!
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Comentários anónimos estão interditos neste blogue!
Por motivos que alguns sabem e muitos imaginam, os comentários anónimos estão interditos neste blogue a partir de hoje.
Não resisto a partilhar um texto de um outro bloguista acerca deste assunto:
"Quando alguém opta por se esconder por detrás do anonimato (e é de esconder que se trata) é porque pretende salvaguardar uma de duas coisas: a sua imagem, por sentir que pode ser afectada pelo que diz, ou a sua pele, por temer a represália inerente a qualquer excesso que cometa, como um insulto (...).
Mesmo quando a pessoa anónima pretende apenas dizer uma verdade necessária mas receia as respectivas consequências, e por muito boa que seja a sua intenção, está a fugir à responsabilidade inerente ao seu gesto e nesse caso estamos perante um acto de cobardia (...). É a diferença entre um medroso e um merdoso, bem vistas as coisas.
Colocadas essas coisas no plano devido, é inevitável concluir que o anónimo capaz de utilizar essa vantagem competitiva para poder denegrir alguém sem ao menos aceitar o preço a pagar, as mazelas na imagem de pessoa de bem (...) não pode fugir ao estatuto que assim abraça. E a cobardia custa sempre a engolir diante do espelho, excepto se a pessoa em causa for demasiado estúpida para perceber esta lógica simples: insultar sob a capa do anonimato equivale a apedrejar alguém pelas costas escondido atrás de uma árvore.
Daí me parecer necessário chamar os bois pelos nomes (...).
É que se a pessoa insultada ou denegrida acusa o toque mas tem que disparar às cegas e correr o risco de ficar mal vista se responder à altura do que lhe disseram, a outra pessoa que sentiu o prazer mesquinho, porque impune, de dizer algo que não teria tomates para repetir com a identidade a descoberto, não pode deixar de vestir a pele cobardolas perante os factos que estão à vista (...) mas também na percepção de quem lhes lê as atoardas.
Menos cobardes só mesmo os que preferem fugir depois de atacarem os outros. Pelo menos tiveram a coragem necessária para darem a cara pelas suas ousadias fedelhas."
Não resisto a partilhar um texto de um outro bloguista acerca deste assunto:
"Quando alguém opta por se esconder por detrás do anonimato (e é de esconder que se trata) é porque pretende salvaguardar uma de duas coisas: a sua imagem, por sentir que pode ser afectada pelo que diz, ou a sua pele, por temer a represália inerente a qualquer excesso que cometa, como um insulto (...).
Mesmo quando a pessoa anónima pretende apenas dizer uma verdade necessária mas receia as respectivas consequências, e por muito boa que seja a sua intenção, está a fugir à responsabilidade inerente ao seu gesto e nesse caso estamos perante um acto de cobardia (...). É a diferença entre um medroso e um merdoso, bem vistas as coisas.
Colocadas essas coisas no plano devido, é inevitável concluir que o anónimo capaz de utilizar essa vantagem competitiva para poder denegrir alguém sem ao menos aceitar o preço a pagar, as mazelas na imagem de pessoa de bem (...) não pode fugir ao estatuto que assim abraça. E a cobardia custa sempre a engolir diante do espelho, excepto se a pessoa em causa for demasiado estúpida para perceber esta lógica simples: insultar sob a capa do anonimato equivale a apedrejar alguém pelas costas escondido atrás de uma árvore.
Daí me parecer necessário chamar os bois pelos nomes (...).
É que se a pessoa insultada ou denegrida acusa o toque mas tem que disparar às cegas e correr o risco de ficar mal vista se responder à altura do que lhe disseram, a outra pessoa que sentiu o prazer mesquinho, porque impune, de dizer algo que não teria tomates para repetir com a identidade a descoberto, não pode deixar de vestir a pele cobardolas perante os factos que estão à vista (...) mas também na percepção de quem lhes lê as atoardas.
Menos cobardes só mesmo os que preferem fugir depois de atacarem os outros. Pelo menos tiveram a coragem necessária para darem a cara pelas suas ousadias fedelhas."
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Convívio de pesca desportiva na barragem das Fronhas a 31 de Julho
A Casa do Povo de S. Martinho da Cortiça vai organizar no próximo dia 31 de Julho um convívio de pesca desportiva na Volta da Lomba, na margem da albufeira da barragem das Fronhas.
A concentração no local vai ser às 8h00 para o pequeno almoço, com bolos e bebidas incluídas, e às 14h00 culmina no almoço com porco no espeto, pão vinho e sumos e, claro a distribuição dos prémios.
As provas serão disputadas individualmente e haverão prémios até ao 12º lugar.
Ao participar neste evento está a contribuir para a Casa do Povo de S. Martinho da Cortiça, I.P.S.S.
Inscrições até dia 29 de Julho para os números 934569271 e 967083286.
A concentração no local vai ser às 8h00 para o pequeno almoço, com bolos e bebidas incluídas, e às 14h00 culmina no almoço com porco no espeto, pão vinho e sumos e, claro a distribuição dos prémios.
As provas serão disputadas individualmente e haverão prémios até ao 12º lugar.
Ao participar neste evento está a contribuir para a Casa do Povo de S. Martinho da Cortiça, I.P.S.S.
Inscrições até dia 29 de Julho para os números 934569271 e 967083286.
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segunda-feira, 20 de junho de 2011
"À Beira da Revolução", a dia 09 Julho
«A Revolução está a chegar...
O grupo "Amigos do Fígado" apresenta um novo e revolucionário evento, a verificar-se no Pavilhão Gimnodesportivo da freguesia de São Martinho da Cortiça, concelho de Arganil (Coimbra), pelas 22:23h, com o objectivo de revolucionar a população de meios menores e aproximar a região, criando espaços de divertimento, para ambos os gostos, para ambas as idades, de qualquer sítio, de qualquer lugar.
Inspirado na união e criatividade de um grupo de jovens, os "Amigos do Fígado" apresentam uma noite com a banda Ponto e Vírgula, e mais tarde, para acabar a noite, terá a presença de dois dj's: Mr.Pinkie e Phill K. live acts w/ Rafael (Guitar) e Harry (Percussion).
Em parceria com alguns membros e um enorme apoio da Junta de Freguesia de São Martinho da Cortiça, bem como o Grupo Desporivo, damos as boas vindas ao Verão com um evento de emoção e criatividade...
Contudo, pretende-se criar uma experiência única para todos os presentes, desenvolvida no espírito emotivo e de diversão, em redor de muita alegria e boa disposição.
INFORMAÇÃO
Telefones:
+351 910366366 // 961893853 // 919131404
Email:
amigosdofigado@live.com
Facebook:
http://facebook.com/amigosdofigado
LOCALIZAÇÃO
Pavilhão Gimnodesportivo – São Martinho da Cortiça
Arganil
Coimbra
GPS
N 40º 16' 24'' W 08º 08' 49''
PARA QUE ESTE GRUPO FAÇA MAIS SENTIDO, PRECISAMOS DA TUA AJUDA E COMPARÊNCIA... VEM, E NÃO VENHAS SOZINHO, JÁ QUE SAIS ACOMPANHADO...;)
O grupo "Amigos do Fígado" apresenta um novo e revolucionário evento, a verificar-se no Pavilhão Gimnodesportivo da freguesia de São Martinho da Cortiça, concelho de Arganil (Coimbra), pelas 22:23h, com o objectivo de revolucionar a população de meios menores e aproximar a região, criando espaços de divertimento, para ambos os gostos, para ambas as idades, de qualquer sítio, de qualquer lugar.
Inspirado na união e criatividade de um grupo de jovens, os "Amigos do Fígado" apresentam uma noite com a banda Ponto e Vírgula, e mais tarde, para acabar a noite, terá a presença de dois dj's: Mr.Pinkie e Phill K. live acts w/ Rafael (Guitar) e Harry (Percussion).
Em parceria com alguns membros e um enorme apoio da Junta de Freguesia de São Martinho da Cortiça, bem como o Grupo Desporivo, damos as boas vindas ao Verão com um evento de emoção e criatividade...
Contudo, pretende-se criar uma experiência única para todos os presentes, desenvolvida no espírito emotivo e de diversão, em redor de muita alegria e boa disposição.
INFORMAÇÃO
Telefones:
+351 910366366 // 961893853 // 919131404
Email:
amigosdofigado@live.com
Facebook:
http://facebook.com/amigosdofigado
LOCALIZAÇÃO
Pavilhão Gimnodesportivo – São Martinho da Cortiça
Arganil
Coimbra
GPS
N 40º 16' 24'' W 08º 08' 49''
PARA QUE ESTE GRUPO FAÇA MAIS SENTIDO, PRECISAMOS DA TUA AJUDA E COMPARÊNCIA... VEM, E NÃO VENHAS SOZINHO, JÁ QUE SAIS ACOMPANHADO...;)
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Amigos do Fígado
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Em bicicleta de Viseu a Faro
A iniciativa partiu de dois amigos, Luis Oliveira e Filipe Rodrigues, que decidiram partir em direcção às belas praias algarvias montados nas suas bicicletas.
Ao peito, levaram ao longo de mais de 500km a camisola da Associação Portuguesa de Doentes Com Lupus, sensibilizando quem os recebia, paragem após paragem, entre uma mini e uma sandes de chouriço, para a dificuldade enorme que ainda sentem os doentes com lupus, pois que os seus sintomas se podem atribuir facilmente a outras doenças dificultando o diagnóstico da doença, que se não detectada a tempo pode levar à morte.
Encostando a bicicleta na Picha, em merecido descanso após árdua subida da serra, mesmo antes de chegar à Venda da Gaita.
Já à vista do destino, bem perto da cidade de Faro.
À sombra de um chaparro, mesmo antes de entrar em terras algarvias.
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