Este plano abrange toda a área em volta da albufeira, principalmente nas freguesias de S. Martinho da Cortiça e de Pombeira da Beira, grosso modo, cerca de 500 metros além do plano da água.
É um importante documento estratégico que procura conciliar a forte procura desta área com a conservação dos valores ambientais e ecológicos e, principalmente, com a preservação da qualidade da água e o aproveitamento dos recursos através de uma abordagem integrada das potencialidades e das limitações do meio.
São definidas diversas zonas de utilização, nomeadamente, para: a pesca; a navegação recreativa a remo, pedais e à vela; a prática de banhos e a natação; a realização de competições desportivas motorizadas e não motorizadas; a navegação com embarcações propulsionadas a motor de combustão interna a quatro tempos; a navegação com embarcações motorizadas equipadas com propulsão eléctrica; a circulação de embarcações marítimo-turísticas; a circulação de embarcações a motor destinada a acções de fiscalização, vigilância e socorro.
Assim como estão interditas outras utilizações: a navegação de embarcações propulsionadas por motor de combustão interna a dois tempos; a rejeição de efluentes de origem doméstica ou industrial, não tratados no plano de água e nas linhas de água afluentes à albufeira; a aquicultura e a piscicultura; a caça; a extracção de inertes no leito da albufeira; as captações de água para consumo humano, quando não inseridas em sistemas municipais ou multimunicipais; o lançamento ou deposição de resíduos sólidos de qualquer tipo; a prática de actividades ruidosas, o uso de buzinas ou outros equipamentos sonoros; a realização de actividades subaquáticas recreativas; a navegação à vela; a prática de pára-quedismo rebocado por embarcação e a navegação de embarcações com altura superior a 6 m; a lavagem e o abandono de embarcações; o estacionamento de embarcações fora das zonas sinalizadas para o efeito; o transporte de combustíveis e óleos.
O POAF vem chamar a atenção para a importância estratégica deste território (inexplicavelmente esquecida no estudo prévio do Plano Estratégico para o Turismo no Concelho de Arganil, mandado elaborar pela Câmara Municipal) pelo que a partir deste momento devem ser incentivados e apoiados todos os investidores privados que estejam disponíveis para concretizar as propostas inscritas no documento.
Nas cinco áreas de aptidão turística estão propostos, nas Fronhas 1 - centro náutico com bar e sala de conferências, parque de merendas e infantil, piscina fluvial e balneários, parque de estacionamento; Fronhas 2 - restaurante panorâmico com esplanada; Sail - restaurante com esplanada, parque de merendas e infantil, piscina fluvial e balneários, embarcadouro, parque de estacionamento; Roda - aldeamento turístico (em verdade esta seria, por si só uma sexta área), restaurante com esplanada, parque infantil, embarcadouro ligeiro, circuito de manutenção desportiva, pista de pesca, rampa de acesso à água, parque de estacionamento; e Maladão - restaurante panorâmico com esplanada; parque de merendas e infantil, piscina fluvial e balneários; parque de estacionamento.
No entanto, tal será redutor ser não forem implementados os vários projectos ao longo de todo o Vale do Alva (saneamento básico, praias fluviais, zonas de lazer, regularização de margens, etc.) para que o Rio seja utilizado em toda a sua plenitude, transformando o potencial que aí está instalado em produtos concretos.