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domingo, 6 de maio de 2012

Turismo rural no Vale da Ovelha - Carapinha

A família Paravano, originária da África do Sul, acabou por descobrir um cantinho embrenhado nas nossas Serras: o Vale da Ovelha. Aos poucos, foram recuperando uma casa onde recebem hóspedes que queiram vir conhecer mais uma aldeia perdida da Beira Serra.

O apartamento possui um grande salão e existe uma cozinha totalmente equipada. O quarto é uma suite com uma sala de banho.
Tem uma sala extra que acomoda 2 pessoas e está disponível mediante solicitação.
A sala tem sua própria entrada e é totalmente privado.

A reserva está disponível no site EscapeLets.com.

A aldeia de Vale de Ovelha está situado nas colinas a nordeste de Coimbra, e muito perto das vila de Arganil e Tábua. A extensa albufeira da Barragem da Aguieira está muito perto.
A localização é bastante tranquila e as vistas belíssimas e é ideal para passeios de bicicleta, caminhadas e oferece oportunidades para pesca, natação, bem como eco-turismo.







Ingo Paravano descreve assim a sua aldeia:

"Vale de Ovelha. A aldeia deve seu nome ao grande número de ovelhas frequentemente trazidas para o vale para pastar na vegetação luxuriante e flores silvestres. Desde tempos antigos que grande parte da região era coberta por floresta nativa.
A aldeia original foi estabelecida em torno do início século XVI; o sino da capela tem a data de fundição de 1743.
A aldeia pitoresca é situada na encosta de um das colinas circunvizinhas, de onde se avista um círculo de beleza serena.
A aldeia é um exemplo típico de agricultura de subsistência, numa região onde se encontram todos os meios necessários. Os materiais de construção para as casas e anexos são a pedra local. Características desta aldeia são as suas eiras, usadas ​​para a secagem e debulha de milho. Como é típico desse tipo de aldeias, a terra de cada pequena fazenda foi cuidadosamente emparedada em forma de terraços.
Na aldeia pode ser comprado azeite fino de qualidade e mel de flor silvestre produzido localmente."





"Quanto maior a altitude a região montanhosa é dominada por um coberto vegetal Maquis e Garrigue.
No vale, o tipo de vegetação torna-se em floresta Estacional Decidual de Maquis nas áreas mais expostas.
Ocorre geada nos meses de inverno e as espécies vegetais presentes na região são bem adaptadas ao frio.
Várias espécies de orquídeas raras são observadas aqui em Primavera.
Espécies raramente vistas de aves ocorrem por todo o vale, incluindo águias. Várias outras espécies de ave de rapina são residentes em toda a região, incluindo quatro espécies de coruja, bem como várias espécies do falcão.
Espécies de mamíferos localizam-se generalizadamente. O lince ibérico ocorre na região. Texugos, raposas, gatos selvagens genetas e lontras ocorrem na região, bem como javali.
Um número grande e diversificado de espécies de plantas são abundantes no vale e nas colinas circundantes. Uma pequena população de Narciso bulbicodicum, ocorre generalizada. Pelo menos três espécies de Lavandula, incluindo Lavandula Stoechas ocorrem na região. Três espécies de Cistus incluindo as flores rosa Cistus crispus ocorrem na região.
Pelos meses de Verão muitas espécies raras de borboleta acontecem ao longo das regiões mais altas."



domingo, 13 de fevereiro de 2011

Conjunto Turístico Quinta da Estafeira

 
Ainda este ano se iniciarão as obras do grande projecto do Conjunto Turístico Quinta da Estafeira?

Foi assinado no passado dia 15 de Janeiro 2011 o Contrato para Planeamento entre o Município de Arganil e a empresa “Estafeira – Compra e Venda de Propriedades, S.A.”. Serve este contrato para que possa ser o promotor do empreendimento a elaborar o necessário Plano de Pormenor da área, ao abrigo do definido no Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial, salvaguardando também eventuais custos administrativos no caso do investimento não se realizar.

A elaboração do Plano de Pormenor é necessária pois que a ocupação desta área é, actualmente, incompatível com o Plano Director Municipal (PDM) – que o classifica como espaço florestal de produção – assim como com o Plano Municipal de Defesa da Floresta contra Incêndios (PMDFCI) – que o classifica como área com risco de incêndio alta.

Já se tinha verificado que cerca de 75% da área a ocupar estava classificada como Reserva Agrícola Nacional (REN), mas tal inconveniente foi prontamente resolvido pela Câmara Municipal declarando o empreendimento como sendo de interesse público.

Aprovado o Plano de Pormenor, dado como “praticamente certo” pela comunicação social, o promotor pretende iniciar a obra rapidamente, que terá uma duração de 2 anos até á entrada em funcionamento do empreendimento.

O projecto do Conjunto Turístico Quinta da Estafeira desenvolve-se numa propriedade com 98.355 m2, num vale virado a Sul, na margem direita do rio Alva a jusante da Barragem das Fronhas. O terreno será dividido pelas áreas de zonas comuns (passeios, arruamentos, estacionamentos, equipamentos e espaços verdes) ocupando estas um total de 53.310,6 m2, e pela área de lotes que ocupam 45.044,6 m2.
O abastecimento de água será feito através da rede pública e por meio de 2 furos artesianos; os resíduos domésticos serão tratados em Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) e a água depois de tratada encaminhada para o rio Alva; as águas pluviais, uma parte será armazenada para utilização no empreendimento e outra parte encaminhada para o rio Alva.
O projecto apresenta uma capacidade para 700 camas que correspondem à capacidade máxima de utentes, e que se distribuem por 6 blocos de apartamentos e 32 moradias. Além do edificado, o empreendimento terá outras infra-estruturas lúdicas, nomeadamente, uma piscina com 200 m2, um campo de ténis, um parque de diversão infantil, e programas de animação, que vão desde trilhos de montanha, roteiros gastronómicos, descidas de barco no rio Alva, pontos de pesca a truta no rio Alva e Ceira e roteiro das Aldeias Históricas e de Xisto.

Um empreendimento desta dimensão tem, com toda a certeza, um enorme impacto sobre o território, tanto que só nos 14 concelhos no Pinhal Interior Norte a oferta hoteleira situa-se actualmente nas 671 camas

É importante que nesta altura se garanta que o Conjunto Turístico Quinta da Estafeira se possa, efectivamente, colocar ao serviço da melhoria da qualidade de vida das populações, trazendo mais valias para o desenvolvimento económico da região, potenciando o desenvolvimento turístico em respeito pela cultura e tradições ancestrais das nossas gentes, promovendo os nossos produtos endógenos (como o queijo, os enchidos, o mel, o vinho, o bucho, a chanfana, o cabrito, …), respeitando o equilíbrio paisagístico e ambiental (principalmente o Rio Alva, a envolvente floresta aluvial e charneca seca europeia nas suas encostas).

É certamente um empreendimento com um impacto positivo e muito significativo na nossa Região: pela subcontratação de empresas locais na fase de construção, pelo aumento do consumo no comércio e restauração na fase de construção; pela criação de 28 postos de trabalho, pela subcontratação de empresas locais para manutenção dos espaços, pelo aumento da actividade turística na Região, pelo aumento de consumo dos produtos da Região.

Mas cabem aqui algumas preocupações e dúvidas que devem ser olhadas com muita atenção:

Como é que um projecto desta dimensão, que se vem desenvolvendo desde há 4 anos, se enquadra (ou não!) nos recém aprovados POAF (Plano Ordenamento da Albufeira das Fronhas), e no Plano Estratégico para o Turismo no Concelho de Arganil (PETCA), que nunca mencionam semelhante empreendimento?

Quem são as sociedades “Estafeira – Compra e Venda de Propriedades, S.A.” e “Quinta da Estafeira – Empreendimentos Turísticos S.A.”, que capitais as suportam e que experiência têm no ramo hoteleiro?

Que garantias reais se poderão exigir ao promotor do emprendimento de maneira a que o projecto seja totalmente executado até se tornar funcional, com os padrões de qualidade propostos, e se evite uma construção inacabada por qualquer motivo financeiro?

Como garantir que o efluente rejeitado na ETAR e descarregado no rio Alva cumpre com os critérios de qualidade compatíveis com as actualmente existentes de maneira a não alterar o equilíbrio ripícola/piscícola (recordo o enorme potencial da pesca à truta neste pequeno troço)?

Como acautelar risco de enxurradas na ribeira afluente, tanto devido à impermeabilização dos solos, como na fase de construção?

Quais as medidas de protecção aos ecossistemas, nomeadamente às Charnecas secas europeias (Directiva 92/43/CEE - 4030) e Florestas Aluviais (Directiva 92/43/CEE - 91E0)?

Como garantir justas compensações às populações da freguesia de S. Martinho da Cortiça por parte do promotor do empreendimento?
Nomeadamente, por exemplo, o financiamento e execução de algumas infra-estruturas propostas no POAF para a albufeira da barragem das Fronhas; rotundas na Portelinha, cimo de S. Martinho e passeios entre rotundas da Cortiça, cimo de S. Martinho e Portelinha de modo a minimizar impactos na circulação rodoviária; financiamento e execução de infra-estruturas para saneamento básico das povoações da freguesia, melhorando qualidade das águas; garantir escoamento de produtos endógenos em loja de aldeia a criar no empreendimento…

Estas são preocupações às quais o Plano de Pormenor, ainda a elaborar e a aprovar, não pode passar ao lado. E durante este processo, que ainda terá de ser escrutinado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), não só as população da freguesia e concelho devem participar na necessária consulta pública, como o executivo municipal deve defender em toda a sua amplitude, também, os interesse das populações.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

IV Passeio Moto-Turístico “À Descoberta do Concelho de Arganil"

«O Grupo Motard´s Asas da Liberdade vem por este meio convidar-vos a participarem no IV Passeio / Convívio Moto-Turístico Asas da Liberdade, que será no Concelho de Arganil, a realizar no dia 17 de Outubro de 2010.
Esta actividade tem como objectivo o convívio entre Motard´s e amigos e dar a conhecer as belas paisagens e centros turísticos do nosso concelho.
Esta actividade conta com almoço no Santuário da Sra. da Ladeira, Mont´Alto, Arganil, e tarde de convívio neste local, com actividades de lazer.

Agradecemos a confirmação das vossas presenças até ao dia 8 de Outubro de 2010 para melhor coordenação de logística.

Para mais informações / inscrições contactem:
Telef: José Carvalho 967796626; Luís Travassos 938116879;
E-mail: gmasasdaliberdade@hotmail.com; travassos_luis@msn.com
Sede: apenas às sextas-feiras, após as 22 h.
A direcção
Luís Travassos»

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Estrada marginal à albufeira da Barragem das Fronhas

Foi recente aberta a estrada marginal à albufeira da barragem das Fonhas, num troço entre o Túnel, em Sail, e o Vale Monteiro, nas Fronhas..
É uma obra que aproxima a albufeira do usufruto pelos habitantes da freguesia e seus visitantes, com claras vantagens do ponto de vista turístico.
Uma perspectiva da albubeira das Fronhas, dificil de usufruir antes da abertura deste caminho.
Será necessário acautelar o escoamento das águas pluviais na época das chuvas, o que certamente ainda será feito.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Descida do Alva em canoa entre Foz do Ribeiro e Moura Morta

Foi ontem, dia 18 de Junlho, a 2ª descida do Alva em canoa, desde o fundo das Fronhas, na Foz do Ribeiro até ao caneiro da Moura Morta.
Participaram mais de 50 pessoas em cerca de 25 canoas, que iam disfrutando a belíssima paisagem do Vale do Alva. No caneiro da Foz do Ribeiro, onde foi necessário descer as canoas à mão numa descida improvisada entre a vegetação existente, as águas gélidas (8º-10º) foram um desafio para os mais encalorados.
Na chegada ao caneiro da Moura Morta foi altura de um mergulho revigorante nas puras águas do Alva. Ao contrário da última descida, desta vez as águas corriam cristalinas; por vezes, quanto existem descargas na barragem, são arrastados lodos que turvam as águas.
O almoço foi ao ar livre, junto à antiga moenda: carnes grelhadas, pão, vinho da Casa da Carvalha e enchidos de Vilarinho (Soares & Damião). Que mais se pode esperar de uma manhã de sábado de verão?

quinta-feira, 24 de junho de 2010

1º Passeio Pedestre do Baixo Alva a 11 de Julho

No próximo dia 11 de Julho realiza-se o 1º Passeio Pedestre do Baixo Alva, ao longo da margem do Rio, num percurso refrescante entre Fronhas e Mucelão, na Freguesia de São Martinho da Cortiça.
A concentração dos caminheiros será junto á Capela de Fronhas, com saída prevista para as 9 horas e chegada a Mucelão ás 12 horas, onde será servida uma refeição, oferta da Freguesia de S. Martinho da Cortiça.
Todos os interessados em participar deverão inscrever-se até ás 17 horas do dia 9 de Julho através da Câmara Municipal de Arganil (235200153) ou Junta de Freguesia de S. Martinho da Cortiça (239456927).

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Feira de Sopas e Doces a 23 de Maio em S. Martinho da Cortiça

A Projecto Radical – Associação Juvenil [PR-AJ], vai proporcionar no próximo dia 23 de Maio, mais uma edição da Feira de Sopas & Doces de S. Martinho da Cortiça, desta feita a oitava edição.

Com a organização deste evento a PR-AJ, que conta com a colaboração da Junta de Freguesia de S. Martinho da Cortiça e Câmara Municipal de Arganil, espera “poder contribuir para a construção de uma marca de referência e de um evento de qualidade reconhecida”.

À semelhança das edições anteriores, as várias colectividades da freguesia voltaram a aceitar o desafio e prepararm-se para mais uma vez para dar o seu melhor na confecção das sopas e doces que farão as delicias de todos os que no dia 23 de Maio visitarem S. Martinho da Cortiça.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A homologação dos percursos pedestres

O pedestrianismo em Portugal tem sofrido um incremento significativo, resultante do empenho das Autarquias, e de outras entidades igualmente empenhadas na prática desta modalidade desportiva, como a Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal e suas associadas. O pedestrianismo pratica-se, regra geral, em caminhos tradicionais e antigos, que merecem ser preservados, por serem um meio privilegiado de contacto com a natureza e de interpretação do meio ambiente promovendo o desenvolvimento sustentável e a conservação da natureza.
Os percursos pedestres devidamente marcados, em áreas de grande interesse, promovidos e monitorizados com vista à sua manutenção, tornam-se apetecíveis como produtos de turismo activo, dignificam os promotores e contribuem para o desenvolvimento socio¬económico das regiões onde se encontram implantados.
  
A regulamentação da prática do pedestrianismo tem subjacente a marcação dos percursos pedestres, que assim poderá equiparar-se a uma instalação desportiva e, isso implica a responsabilidade de quem o marca, nomeadamente, a responsabilidade civil. Estes itinerários balizados podem ser Grandes Rotas (GR), Pequenas Rotas (PR) ou Percursos Locais (PL).
Com a homologação de percursos pedestres pretende-se garantir a qualidade de instalações para a prática do pedestrianismo, bem como a segurança dos praticantes e a protecção do meio onde a modalidade se realiza.

A Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal deu passos importantes para dinamizar este importante recurso, que são os caminhos pedestres.
Com o Regulamento de Homologação de Percursos Pedestres vem permitir a objectividade, a transparência, a uniformização e o rigor dos processos de implementação e manutenção de percursos homologados, factores necessários à correcta implantação e desenvolvimento do pedestrianismo.
Com o Registo Nacional de Percursos Pedestres, com a indicação da respectiva numeração, pressupõe a devida autorização para a sua implantação e homologação, exigindo a necessária garantia, para a manutenção de acordo com as regras integradas nas normas aplicáveis.

Assim, compete à Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal a regulamentação da implantação de percursos pedestres a sua homologação, decorrente da Lei de Bases do Desporto.

Mas compete sobretudo a quem está instalado no território, principalmente as Autarquias e aos Grupos de Cidadãos, participarem e criarem estas condições de valorização, de modo a que tanto os Visitantes se sintam atraídos pela descoberta destes pedaços de natureza, como os Agentes Económicos se sintam atraídos para oferecer o seu produto, sejam alojamentos, sejam refeições, ou simplesmente visitas guiadas, com claros benefícios para a Economia Local.

  

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O nosso Rio Alva não é um dos pré-finalistas

O nosso rio Alva não está entre a lista das 77 candidaturas, a partir da lista longa das 323, que seguem em frente na eleição das 7 Maravilhas Naturais de Portugal.
A lista apresentada resulta da votação de 77 especialistas com representatividade geográfica nacional e de diversas áreas cientificas. Este processo de votação foi feito por via electrónica e auditado por entidade independente.

As listas de candidaturas apuradas nesta fase estão disponíveis, sendo que no distrito de Coimbra foram eleitas as "Falésias do Cabo Mondego" (Figueira da Foz) e o "Sistema Espeleológico Dueça" (Penela), e aqui bem perto em Aveiro, a "Mata Nacional do Buçaco (Mealhada).

Não podemos agora voltar a deixar cair no esquecimento verdadeiras maravilhas naturais, que são nossas, como o Rio Alva, e promover o aproveitamento turístico sustentável.
  

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Abertura descontrolada das comportas da barragem das Fronhas

"Este foi o resultado da água ter deixado de correr no Alva.
Andavam o Mosqueiro Jorge e o João Marreco a salvar trutas porque o nível da água baixou de um momento para o outro, quando se aperceberam que o nível da água estava a baixar de forma estranha!!

Deslocaram-se à barragem das Fronhas e deram de caras com as comportas totalmente fechadas. Estiveram assim mais de uma hora...

Resultado, trutas em seco, trutas mortas, esperamos que ainda não tenha havido desova!!!

As autoridades foram alertadas, e a entidade concessionária também. O Presidente da Câmara tomou conta da ocorrência e irá saber quem o foi o responsável por tal atentado."

Este foi um grito de alerta dos Mosqueiros do Alva, no seu blogue.

Era fundamental uma mudança de atitude das entidades responsáveis pela gestão da barragem das Fronhas, o INAG e a EDP (através da CPPE - Companhia Portuguesa de Produção de Electricidade, S.A), que com estas e outras decisões têm vindo a destruir o frágil equilíbrio ecológico no Vale do Alva, a jusante, e a dificultar muito o aproveitamento turístico da albufeira, a montante da barragem.


  

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O nosso Rio Alva, uma das 7 Maravilhas Naturais!...

A RTP, avança com a notícia que o Rio Alva poderá tornar-se numa das "7 maravilhas de Portugal". Este troco do Rio Alva é também partilhado pelas freguesias de S. Martinho da Cortiça e Pombeiro da Beira, do concelho de Arganil. Mas infelizmente para os cojenses, é o concelho de Poiares que apresenta a candidatura, através de recanto na mais pequena freguesia do concelho de Poiares (Lavegadas), no lugar de Moura Morta.


"Local de beleza singular, onde fauna e flora se encontram com esplendorosa simplicidade, a aldeia da Moura Morta, chega até ao Rio Alva dispersa por vales, onde as Moendas do Caneiro ainda teimam em desviar as águas que outrora fizeram moer o cereal", lê-se no texto da candidatura, onde a autarquia destaca a pureza das águas fluviais que acolhem espécies como Barbos, Bogas, Escalos e Trutas.
Também a flora "é digna de registo, onde a par da vegetação ripícola surgem espécies de influência mediterrânica, num convívio harmonioso que enriquece esta verdadeira artéria ecológica, criando intercâmbios genéticos verdadeiramente únicos e essenciais para a biodiversidade de um património natural quase intocado", continua a ler-se.

Aceite a candidatura, decorre agora a primeira fase de selecção, sendo que a decisão final só será conhecida em Setembro de 2010, Ano Internacional da Biodiversidade.

Reconheça-se ao blogue da Moura Morta, e ao seu dinamizador, o Luís Filipe "Mouramortino", o papel fulcral de divulgação do seu (nosso) Rio Alva nas dezenas de artigos que vem publicando, nos inúmeros contactos que tem feito com a comunicação social da nossa Região, e no insistente alerta junto da Câmara Municipal de V.N. Poiares, que finalmente reconheceu as potencialidades turísticas deste magnífico Rio.

  

domingo, 3 de janeiro de 2010

Caminhada pela Benfeita

Assim, num destes últimos feriados de Dezembro foi feito um passeio pelo Caminhos de Xisto da Benfeita por um grupo de caminheiros de S. Martinho da Cortiça.

Esta é uma actividade, que estrategicamente bem estruturada, também pode, sem dúvida, contribuir para o desenvolvimento sustentável do turismo nestas regiões, com impacto positivo na vertente social, ambiental, cultural e económica. 
Existem até vários exemplos de sucesso em vários pontos do nosso País e do Mundo.

Um convívio entre amigos, a repetir um dia destes.

O percurso deu a conhecer os laboriosos muros, barrocas e veredas construidas por mãos humanas no sentido de tornar cultiváveis aquelas serranias. Admirável!

  

No sinal: "Não te preocupes com os cães; são muito simpáticos". Eles não apareceram. E nós nem duvidámos...

Nas cercanias da Fraga da Pena.

E claro, desta vez não falhou um almoço (mais um banquete) para retemperar as energias, servido pela tarde a dentro na Casa do Sr. Nunes e D. Alice, na Benfeita.


Em breve repetiremos mais uma caminhada, mas desta vez pela nossa Freguesia, com tantos caminhos agradáveis por esses montes e ribeiras.
E não deixaremos de convidar todos quantos queiram participar.

Os passeios pedestres situam-se entre o desporto e o turismo. A sua prática resume-se a um caminho a percorrer, desfrutando-se toda a Natureza, ora descansando, ora tirando fotografias num contacto íntimo com o mundo animal e vegetal, sem pressas de chegar ao fim.
  

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Árvores de Interesse Público?

Árvores de Interesse Público são árvores que pelo seu porte, desenho, idade e raridade se distinguem dos outros exemplares. Também os motivos históricos ou culturais são factores a ter em conta.
A classificação de "interesse público" atribui ao arvoredo um estatuto similar ao do património construído classificado.
Desta forma, as árvores e os maciços arbóreos classificados de interesse público constituem um património de elevadíssimo valor ecológico, paisagístico, cultural e histórico, em grande medida desconhecida da população portuguesa.

Uma árvore classificada de “interesse público” beneficia de uma zona de protecção de 50 metros de raio a contar da sua base.
Toda a árvore de interesse público não poderá ser cortada ou desramada sem autorização prévia da
Autoridade Florestal Nacional, sendo todos os trabalhos efectuados sob sua orientação técnica.

No concelho de Arganil estão classificados um eucalipto em Coja, um Freixo em Folques, um carvalho-negral na Benfeita e um castanheiro na Moura da Serra.

Assim, tomei a liberdade de enviar este e-mail para a Autoridade Florestal Nacional (com conhecimento à Junta de Freguesia De S. Martinho da Cortiça):
"Venho por este meio alertar a Autoridade Florestal Nacional para a existência de um conjunto de dois freixos multi-seculares existentes no largo da igreja de S. Martinho da Cortiça – freguesia de S. Martinho da Cortiça – concelho de Arganil.
(Localização no Google Map: coordenadas +40° 16' 8.91", -8° 9' 8.17")
Da simples observação do conjunto é evidente o interesse e admiração que despertam aqueles dois exemplares, tanto pelo seu porte como pela sua idade.
(Como comprovam fotografias em anexo)









Vários autores referem a sua antiguidade, e supõem que a sua plantação poderá ser coeva da fundação da própria igreja, em 1624.
Vide, nomeadamente, VISCONDE SANCHES DE FRIAS (1899) – “Pombeiro da Beira: Memória Histórica e Descriptiva” – Lisboa: Typographia Rua D. Pedro V; e JOÃO PEDRO NOGUEIRA PORTUGAL (2008) – “Monografia de S. Martinho da Cortiça” – Arganil: A Comarca de Arganil.
Assim, tendo em vista o que julgo ser interesse público em preservar estes dois freixos, património de valor ecológico, paisagístico, cultural e histórico da nossa freguesia de S. Martinho da Cortiça, e nos termos do parágrafo único, do artigo 1.º, do Decreto-Lei nº 28 468, de 15 de Fevereiro de 1938, e do disposto no artigo 14.º, do Decreto-Lei nº 159/2008, de 8 de Agosto, solicito à Autoridade Florestal Nacional que dedique a sua melhor atenção à sua classificação como Árvores de Interesse Público.

Disponível para qualquer colaboração julgada necessária,
com os meus melhores cumprimentos,

João Pedro Nogueira Portugal"
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A ponte de Vale de Espinho

No fim deste outono, a antiga ponte de Vale de Espinho mostrava-se a mais de um terço devido ao abaixamento das águas represadas pela barragem das Fronhas.

A ponte de Vale de Espinho, à qual a tradição popular atribui origem romana, foi também desmontada para evitar o avanço dos franceses, sendo a actual reconstrução sido mandada fazer pelo ministro Júlio da Silva Sanches, de Pombeiro da Beira, em 1839.

Este local, pela sua envolvente paisagística, é consequentemente muito apreciado pelos amantes da pesca desportiva para passar agradáveis tardes.
 (c) António Carlos Dias Nogueira

Mas é claro, no decorrer da patuscada, os desperdícios vão ficando ao abandono, e alguns ficam a "enfeitar" o local, outros, boiando pelo rio abaixo, vão-se juntando ao montão que se acumula junto ao paredão da barragem...
É claro que o civismo não se decreta: adquire-se pela educação e pratica-se.
Mas criem-se condições, como colocação de caixotes de lixo vazados regularmente, ou mesmo limpezas periódicas das margens.
(c) António Carlos Dias Nogueira

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Rio Alva? Espectacular!...

Não há melhor adjectivo para descrever a manhã bem passada na descida do rio Alva no passado domingo, desde o paredão da barragem das Fronhas até ao Caneiro da Marinheira, na Ponte da Mucela. Cerca de 7,5km em cerca de 4h30m...As vinte e oito pessoas, umas ligadas à freguesia de Lavegadas, Vila Nova de Poiares, outras à freguesia de S. Martinho da Cortiça, Arganil, comentavam assim a aventura que estava a a ser a descida deste Alva selvagem, o clima de convívio, o espírito de camaradagem, o encontro com a Natureza...

Foi para todos uma lição de respeito pela Natureza, sim, mas sobretudo acerca do potencial turístico que este troço do Alva tem, na pesca desportiva, na descida em canoa, nos passeios pedestres ao longo das ínsuas do Alva...
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E acerca, também de todo aproveitamento turístico que os pequenos agentes económicos, alguns já instalados nesta região, quer pensões, quer restaurantes, ou cafés, ou mesmo mercearias, poderiam fazer, se forem devidamente apoiados. Por exemplo com incentivos à melhoria das suas instalações ou à formação dos seus recursos humanos, com a criação de uma Marca Turística comum - que fosse sinónimo de destino/região de qualidade - gerida pelos municípios ou por uma associação de desenvolvimento, que criaria também circuitos turísticos dentro desta região, e com a promoção dessa Marca Turística junto dos mercados.
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O almoço decorreu no Centro de Convívio e Recreio da Moura Morta, onde o organizador, o amigo Luís Filipe "Mouramortino" nos brindou com a sua boa disposição e apresentou algumas maravilhas do rio Alva fotografadas pelo amigo Pedro Frias, das Fronhas.
O almoço, um churrasco saborosíssimo preparado no Centro de Convívio, foi regado pelo vinho tinto da Casa da Carvalha, de Mucelão, representada pelo dr. Tomás Andrade que, com o dr. Patrick Dias da Cunha, também presente nesta descida e representando, também informalmente, a Vumba/Quinta do Carapinhal, com produção de queijo e requeijão de cabra, são dois digníssimos representantes de produtos endógenos da Região que ficariam tão bem integrados naquela Marca Turística comum...
Também Nuno Duarte, campeão nacional de pesca à truta e vice-presidente dos Mosqueiros do Alva, que orientou a descida do rio em canoa, nos falou durante o almoço das magníficas potencialidades do Rio Alva para este tipo de pesca.
Um dia bem passado. Espectacular!...

sábado, 26 de setembro de 2009

Encontro com população em Sail

Decorreu no dia 25 de Setembro na antiga escola primária de Sail, actualmente sede da Associação Recreativa Sailense, mais uma reunião dos candidatos do Partido Socialista (PS) à Assembleia de Freguesia de S. Martinho da Cortiça. Estiverem presentes também o candidato do PS a presidente da Câmara Municipal, dr. Miguel Ventura, assim como o eng. João Pedro Nogueira Portugal (eu próprio) e Susana Morgado, naturais de S. Martinho da Cortiça e integrantes da mesma lista à vereação da Câmara Municipal.

De entre os assuntos focados, os principais diziam respeito ao aproveitamento turístico da albufeira da barragem das Fronhas e ao Plano de Ordenamento da Barragem das Fronhas (POAF) que permitirá transformar em produto o potêncial deste recurso, e ao saneamento básico na povoação de Sail e outras da freguesia, obra que as populações anseiam e muito necessária para garantir a qualidades das águas da rio Alva, de onde as freguesias do baixo concelho - S. Martinho da Cortiça, Pombeiro da Beira e Sarzedo - se abastecem.

João Pedro Ralha Portugal e Arménio Meneses referiram-se ainda programa eleitoral que a lista que encabeçam propõe à Freguesia de S. Martinho da Cortiça e que será em breve apresentado.

Dr. Miguel Ventura reforçou o seu interesse em apoiar o desenvolvimento social, turístico, ambiental e económico da Freguesia de S. Martinho da Cortiça e de todo o baixo Concelho, demonstrado também pela escolha para as listas do PS à Câmara Municipal e à Assembleia Municipal de diversos elementos ligados à nossa Freguesia.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Descida do rio Alva em canoa a 04 de Outubro

Em mais uma louvável iniciativa de divulgação das potencialidades do nosso rio Alva, o amigo e vizinho Mouramortino lançou o desafio aos povos ribeirinhos do Alva: descer o rio Alva em canoa, entre a barragem das Fronhas e a Ponte da Mucela.Estão a ser feitos convites aos candidatos autárquicos da freguesia de Lavegadas e do município de Vila Nova de Poiares assim como à outras instituições e população em geral.
E daqui se relança o desafio aos candidatos autárquicos do lado de cá, quer S. Martinho da Cortiça, quer Pombeiro da Beira, e população em geral: participemos, estreitando laços de amizade com os nossos vizinhos, apreciando as belíssimas paisagens do nosso rio Alva e semeando, quiçá, parcerias que permitam o aproveitamento turístico deste belo vale.
A descida terá início domingo, dia 04 de Outubro às 10h30 e custará 15€ com lance incluído.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O POAF e o aproveitamento turístico da albufeira da barragem das Fronhas

Depois de um enorme vazio existente desde 2002 relativamente à gestão de toda a zona envolvente à Barragem das Fronhas, o Governo reiniciou os trabalhos em 2007 e aprovou em Abril de 2009, finalmente, o Plano de Ordenamento da Albufeira (POAF).
Este plano abrange toda a área em volta da albufeira, principalmente nas freguesias de S. Martinho da Cortiça e de Pombeira da Beira, grosso modo, cerca de 500 metros além do plano da água.
É um importante documento estratégico que procura conciliar a forte procura desta área com a conservação dos valores ambientais e ecológicos e, principalmente, com a preservação da qualidade da água e o aproveitamento dos recursos através de uma abordagem integrada das potencialidades e das limitações do meio.
São definidas diversas zonas de utilização, nomeadamente, para: a pesca; a navegação recreativa a remo, pedais e à vela; a prática de banhos e a natação; a realização de competições desportivas motorizadas e não motorizadas; a navegação com embarcações propulsionadas a motor de combustão interna a quatro tempos; a navegação com embarcações motorizadas equipadas com propulsão eléctrica; a circulação de embarcações marítimo-turísticas; a circulação de embarcações a motor destinada a acções de fiscalização, vigilância e socorro.
Assim como estão interditas outras utilizações: a navegação de embarcações propulsionadas por motor de combustão interna a dois tempos; a rejeição de efluentes de origem doméstica ou industrial, não tratados no plano de água e nas linhas de água afluentes à albufeira; a aquicultura e a piscicultura; a caça; a extracção de inertes no leito da albufeira; as captações de água para consumo humano, quando não inseridas em sistemas municipais ou multimunicipais; o lançamento ou deposição de resíduos sólidos de qualquer tipo; a prática de actividades ruidosas, o uso de buzinas ou outros equipamentos sonoros; a realização de actividades subaquáticas recreativas; a navegação à vela; a prática de pára-quedismo rebocado por embarcação e a navegação de embarcações com altura superior a 6 m; a lavagem e o abandono de embarcações; o estacionamento de embarcações fora das zonas sinalizadas para o efeito; o transporte de combustíveis e óleos.
O POAF vem chamar a atenção para a importância estratégica deste território (inexplicavelmente esquecida no estudo prévio do Plano Estratégico para o Turismo no Concelho de Arganil, mandado elaborar pela Câmara Municipal) pelo que a partir deste momento devem ser incentivados e apoiados todos os investidores privados que estejam disponíveis para concretizar as propostas inscritas no documento.
Nas cinco áreas de aptidão turística estão propostos, nas Fronhas 1 - centro náutico com bar e sala de conferências, parque de merendas e infantil, piscina fluvial e balneários, parque de estacionamento; Fronhas 2 - restaurante panorâmico com esplanada; Sail - restaurante com esplanada, parque de merendas e infantil, piscina fluvial e balneários, embarcadouro, parque de estacionamento; Roda - aldeamento turístico (em verdade esta seria, por si só uma sexta área), restaurante com esplanada, parque infantil, embarcadouro ligeiro, circuito de manutenção desportiva, pista de pesca, rampa de acesso à água, parque de estacionamento; e Maladão - restaurante panorâmico com esplanada; parque de merendas e infantil, piscina fluvial e balneários; parque de estacionamento.
No entanto, tal será redutor ser não forem implementados os vários projectos ao longo de todo o Vale do Alva (saneamento básico, praias fluviais, zonas de lazer, regularização de margens, etc.) para que o Rio seja utilizado em toda a sua plenitude, transformando o potencial que aí está instalado em produtos concretos.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Praias fluviais a jusante da barragem das Fronhas

Desde a construção da barragem das Fronhas, em 1985, que, apesar do grande potencial turístico da sua albufeira, a freguesia de S. Martinho da Cortiça se foi desligando, infelizmente, do seu rio Alva. Aquele rio, com suas ínsuas profusamente cultivadas, com suas antigas moendas já descritas no foral da Sanguinheda, rodas de tirar água habilmente montadas e desmontadas com a sucessão dos invernos e areais com as lavadeiras tomando conta das crianças que chapinhavam e da roupa a corar, foi então alagado e, com ele, parece, a ligação sentimental do povo ao seu rio. Como que para se esquecer o desgosto, lhe voltasse as costas...Contudo, a saída das águas frias, gélidas, do fundo da barragem das Fronhas criou o clima ideal para que o Alva fosse povoado de trutas e se tornasse hoje em dia um dos principais destinos dos amantes deste tipo de pesca desportiva.A vizinha freguesia da Lavegadas, e principalmente a Moura Morta (vejamos os inúmero artigos publicados acerca deste tema), junto com o município de Vila Nova de Poiares, está a fazer o seu caminho de aproveitamento deste troço do rio Alva, apostando na pesca desportiva.Ponte da Mucela e Mucelão, deste lado, vêem actualmente os seus troços do rio votados ao abandono.
Porque que é que a freguesia de S. Martinho da Cortiça não faz, também o seu caminho de valorização deste troço comum do rio Alva?
Existe a praia fluvial da Ponte da Mucela, pelo menos, e seria de estudar a possibilidade de fazer um percurso pedestre ao longo do rio entre esta praia e a Foz do Ribeiro, junto à barragem.
É que, julgamos, criada a atracção, não faltariam certamente os turistas que iriam, depois de um dia bem passado, usufruir da gastronomia local nos nossos restaurantes e até pernoitar nas nossas pensões... (Algumas fotos retiradas do amigo mouramorta.blogspot.com)